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    Hamas e Fatah montam novo governo palestino de unidade

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    27/05/2014 15h35

    As facções rivais palestinas Fatah e Hamas concordaram com a formação de um governo de unidade nesta terça-feira (27), disseram dirigentes de ambos os lados, pouco mais de um mês após acordo entre as facções anunciado em abril.

    Os grupos tomaram decisões sobre uma lista de ministros independentes e tecnocratas que vão governar as áreas sob controle palestino –a Cisjordânia e a Faixa de Gaza– até as eleições nacionais dentro de pelo menos seis meses.

    O primeiro-ministro da administração do Hamas em Gaza, Ismail Haniyeh, anunciou nesta terça que foi aprovada a designação de Rami Hamdala como primeiro-ministro do próximo governo de transição palestino.

    As duas facções concordaram que o atual primeiro-ministro, Rami Hamdallah, escolhido pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, para governar a Cisjordânia, vai liderar o novo gabinete. Hamdallah também deve assumir o posto de ministro do Interior.

    Autoridades de ambas as partes disseram em uma entrevista à imprensa na Faixa de Gaza que Abbas fará um anúncio formal sobre o novo governo no final desta semana, depois da escolha do ministro de Assuntos Religiosos.

    Israel tem objeções quanto às iniciativas de reconciliação e considera o Hamas –grupo que se recusa a reconhecer o Estado judaico e a renunciar às armas– uma organização terrorista. O país ameaça impor sanções financeiras contra o governo de Abbas na Cisjordânia caso seja firmado um governo de unidade.

    DIVISÃO

    Ambas as facções estão divididas desde o conflito violento pelo controle da faixa de Gaza em 2007, em que venceu o Hamas, de tendência islâmica. O Fatah, que se define como secular (não-religioso), controla a Cisjordânia.

    O pacto de reconciliação acordado em 23 de abril entre o Hamas e o Fatah prevê a busca de um governo de união e a realização de eleições a partir de janeiro.

    Essa não será a primeira tentativa de reunificar as facções, razão pela qual a notícia foi recebida em Israel e nos territórios palestinos com ceticismo. Houve semelhantes anúncios em 2011, no Cairo, e 2012, em Doha.

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