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    Ativistas pró-Palestina protestam em frente a consulado americano no Rio

    LUCAS VETTORAZZO
    DO RIO

    11/07/2014 19h28

    Ativistas pró-Palestina fizeram, no final da tarde desta sexta-feira (11), um protesto em frente ao consulado americano no centro do Rio em repúdio à ofensiva militar de Israel contra a faixa de Gaza. Segundo palestinos, os ataques aéreos iniciados no último dia 7 já deixaram cem mortos em Gaza.

    Cerca de 40 pessoas carregavam faixas e gritavam palavras de ordem contra Israel e os Estados Unidos. Vinte policiais e duas viaturas do Batalhão de Choque acompanhavam a movimentação. Até a publicação desta reportagem, não havia registros de violência.

    "Juventude Palestina, sua luta continua na América Latina", gritavam os manifestantes.

    A fotógrafa e artista plástica Hileana Menezes Carneiro, 64, era uma das que participavam do ato. Ela condenou os ataques militares aéreos, principalmente por vitimarem crianças e civis em geral.

    Hileana contestou a tese de que Israel está "se defendendo do Hamas", grupo islâmico que governa o território de Gaza, e diz que os mísseis disparados pelos árabes são muito menos letais, "quase caseiros", do que os lançados pelo Estado judeu.

    "O mundo não pode continuar a aceitar que os ataques de Israel continuem impunes. Os palestinos estão pagando por um problema que não é deles. Foram os europeus e não os árabes que perseguiram os judeus. Por que a Inglaterra e a ONU, com o apoio da comunidade cristã, não arranjaram um território na Europa para os judeus? Nessa questão, Israel é o invasor. Quem tem que se defender é Gaza, não o contrário", disse ela.

    Católica, Hileana conta que começou a simpatizar pela causa palestina quando, em 2009, visitou Israel. Lá, teria visto que "os árabes são tratados como lixo pelos israelenses". As poesias do palestino Mahmoud Darwish também a influenciaram a escolher o lado de Gaza, disse ela.

    A estudante de geografia Maria Clara Gomes, 18, carregava um pequeno cartaz condenando a ajuda militar americana a Israel. Ela chamou os ataques a Gaza de "covardes".

    "É uma coisa muito baixa financiar um conflito militar. Acho que esse protesto não vai fazer as coisas mudarem, mas vai fazer com que as pessoas saibam dos absurdos cometidos naquela região."

    CONFLITO

    No último dia 7, Israel iniciou uma operação militar contra o Hamas, que governa Gaza, chamada "Margem Protetora", fundamentada em bombardeios aéreos. Os palestinos reagem com foguetes caseiros.

    A nova escalada de violência começou após o sequestro e assassinato de três estudantes israelenses no início de junho na Cisjordânia, que Israel atribui ao Hamas. Alguns dias depois, um jovem palestino foi assassinado em Jerusalém, em uma ação atribuída a extremistas judeus.

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