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    Ataque é o pior à mídia desde 2009, diz entidade

    NELSON DE SÁ
    DE SÃO PAULO

    07/01/2015 19h44

    O atentado contra o "Charlie Hebdo", segundo o Comitê para a Proteção de Jornalistas (CPJ), "é o pior ataque à mídia desde o massacre de Maguindanao" em 2009, nas Filipinas, quando pelo menos 34 foram mortos.

    A lista de piores ações contra jornalistas feita pela entidade, sediada nos EUA, destaca ainda a morte de 11 funcionários da TV Al Shaabiya em 2006, em Bagdá, no Iraque, e de cinco da E-TV em 1997, em Hyderabad, na Índia.

    Segundo o CPJ, 2014 vem sendo "o ápice dos três anos mais mortais" para jornalistas desde que a entidade iniciou levantamento mais detalhado, em 1992. Até ontem, o fenômeno era creditado à cobertura da guerra na Síria.

    "Um ataque desta natureza em Paris mostra que a ameaça aos jornalistas e à liberdade de expressão é global, sem porto seguro", afirmou o diretor-executivo do CPJ, Joel Simon. Para o vice da entidade, Robert Mahoney, "os jornalistas precisam agora se unir para passar a mensagem de que esses atentados homicidas para nos calar não vão prevalecer".

    O sentimento ecoou por entidades globais de imprensa. O presidente executivo da Associação Mundial de Jornais (WAN-IFRA), Vincent Peyrègne, afirmou em nota que "esta absurda atrocidade não é apenas um ataque contra a imprensa, mas também contra a sociedade e os valores pelos quais todos lutamos", servindo de alerta "contra o crescente clima de ódio que ameaça fratura nossa compreensão de democracia".

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