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    Presidente filipino pede desculpas a judeus por comparação com Hitler

    DA REUTERS

    02/10/2016 15h45

    Erik de Castro - 24.ago.2016/Reuters
    Philippine President Rodrigo Duterte makes a "fist bump", his May presidential elections campaign gesture, with soldiers during a visit at an army Camp Capinpin military camp in Tanay, Rizal in the Philippines August 24, 2016. REUTERS/Erik De Castro ORG XMIT: GGGEDC905
    Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, faz gesto durante visita a campo militar no país

    O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, pediu neste domingo (2) "profundas" desculpas à comunidade judaica e disse que suas referências ao Holocausto durante sua retórica de guerra às drogas era para rebater críticos que o compararam ao ditador Adolf Hitler. Ele já havia se retratado por meio de um porta-voz no sábado (1º).

    Duterte reconheceu que os comentários feitos na sexta-feira (30) causaram indignação nas comunidades judaicas em todo o mundo, mas insistiu que sua menção ao líder nazista foi feita para deter opositores.

    Na ocasião, ele disse que ficaria feliz em "matar 3 milhões de usuários e traficantes de drogas no país." "Se a Alemanha teve Hitler, as Filipinas teriam...", disse ele, fazendo uma pausa e apontando para si mesmo. "Vocês conhecem minhas vítimas. Eu gostaria que fossem todas criminosas para encerrar o problema do meu país e salvar a próxima geração da perdição".

    Neste domingo, o tom foi diferente: "Eu queria falar aqui, aqui e agora, que nunca houve a intenção da minha parte de depreciar a memória de seis milhões de judeus mortos", afirmou, em discurso em um evento televisionado.

    "Referiam-se a mim como se eu fosse Hitler, que matou muitas pessoas."

    Ele acrescentou: "Eu me desculpo profundamente com a comunidade judaica. Nunca foi minha intenção, mas o problema foi que eu fui criticado, usando Hitler em comparação a mim".

    Mais de 3.100 pessoas morreram desde que Duterte assumiu o poder há três meses e lançou uma guerra contra as drogas, promessa de campanha que o levou à vitória por larga margem.

    A maioria dos mortos foi de usuários e traficantes. Algumas delas ocorreram em tiroteios em operações policiais e outras com guardas, disse a polícia.

    Duterte, 71, recebeu o apelido de "O Punidor" pela seu combate ao crime.

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