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    Acusada de manipular governo, amiga da presidente é presa na Coreia do Sul

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    03/11/2016 14h01

    As autoridades da Coreia do Sul prenderam nesta quinta-feira (3) Choi Soon-sil, amiga de longa data da presidente Park Geun-hye e pivô de um escândalo que chocou o país.

    A prisão de Choi foi determinada por um tribunal de Seul atendendo a um pedido da Promotoria. Ela havia sido detida temporariamente para prestar esclarecimentos na segunda (31) e ainda aguarda julgamento.

    Jung Yeon-je - 29.out.2016/AFP
    Protestors wearing masks of South Korean President Park Geun-Hye (bottom) and her confidante Choi Soon-Sil (top) perform before a candle-lit rally in central Seoul on October 29, 2016, to denounce Park over a high-profile corruption and influence-peddling scandal involving her close friend. South Korean prosecutors on October 29 raided the homes and offices of senior advisers to President Park Geun-Hye, as she struggled with a corruption and influence-peddling scandal involving a close family friend. / AFP PHOTO / JUNG YEON-JE ORG XMIT: JYJ481
    Manifestantes protestam contra escândalo com máscaras de Park (abaixo) e de Choi Soon-sil

    Choi é investigada por tráfico de influência e corrupção devido a suspeitas de que usou sua conexão de décadas com a presidente para extorquir os principais conglomerados econômicos do país.

    Sabe-se que Choi relia e corrigia os discursos da presidente e até mesmo a aconselhava em nomeações. A imprensa local ecoa rumores de que ela formou um grupo secreto de assessores informais, apelidado de "as oito fadas", para interferir de maneira profunda nos assuntos do governo.

    O escândalo mergulhou a administração de Park em uma crise política, provocando a exoneração de membros do alto-escalão do governo, e gerou pressões crescentes no Parlamento e nas ruas pela renúncia da presidente. Uma pesquisa de opinião mostrou que a popularidade de Park despencou para 9%.

    Kim Byong-joon, nomeado premiê por Park em meio ao escândalo, disse nesta quinta que a presidente pode ser alvo da investigação que levou à prisão de Choi.

    Também nesta quinta, a Promotoria deteve Ahn Jong-beorn, ex-assessor de Park suspeito de envolvimento no escândalo.

    31.out.2016/AFP Photo/Yonhap
    Choi Soon-Sil (C) is surrounded by the media as she arrives at the Seoul Central District Prosecutor's Office in Seoul on October 31, 2016. South Korean prosecutors questioned the woman at the centre of a political scandal that has shattered public confidence in President Park Geun-Hye, with allegations of fraud and meddling in state affairs. / AFP PHOTO / YONHAP / Yonhap / - South Korea OUT / REPUBLIC OF KOREA OUT NO ARCHIVES RESTRICTED TO SUBSCRIPTION USE ORG XMIT: Contact with YONHAPNEWS AGENCY.
    Choi Soon-Sil chora ao chegar ao prédio da Promotoria onde prestou depoimento na segunda (31)

    AMIGAS

    Choi reconheceu, em depoimento, sua relação com Park. Na ocasião, ela foi hostilizada por manifestantes e pediu perdão aos prantos. "Eu cometi um pecado que merece a morte", disse, usando uma expressão comum de profundo arrependimento.

    Na semana passada, a presidente Park também pediu desculpas pelo escândalo e reconheceu sua conexão com Choi, dizendo que ela a ajudara "em momentos de dificuldade" no passado.

    A pivô do escândalo na Coreia do Sul é filha de uma misteriosa figura religiosa, Choi-Tae-Min, chefe autoproclamado da Igreja da Vida Eterna, que atuou como uma espécie de mentor de Park depois do assassinato de sua mãe, em 1974.

    Há relatos de que ele teria convencido Park sobre seu poder de se comunicar com a mãe assassinada -o que ele negou em uma entrevista concedida em 1990.

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