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    ELN reivindica atentado e governo colombiano critica a guerrilha

    DA AFP

    27/02/2017 17h24

    O ELN, Exército de Libertação Nacional da Colômbia, última guerrilha ativa no país e atualmente em diálogo de paz com o governo, "está muito equivocado" se pensa que com ataques como o que matou um policial em Bogotá conseguirá um cessar-fogo, afirmou nesta segunda-feira o chefe dos negociadores do governo colombiano.

    "Se o ELN acredita que com atos terroristas como o de La Macarena (cuja autoria reconhece agora com cinismo) vai pressionar um cessar-fogo, está muito equivocado. O cessar-fogo será alcançado quando o exército compreender que a ele se chega desescalando, não escalando o conflito", escreveu Juan Camilo Restrepo no Twitter.

    Juan Cevallos/AFP
    Colombian government representative Juan Camilo Restrepo (L) and Colombia's ELN guerrilla representative Pablo Beltran (R) shake hands during a press conference in the framework of the peace talks between the Colombian government and the ELN, in Quito, on January 18, 2017. Colombia announced a deal Wednesday to launch peace talks with its last active rebel group, the ELN. / AFP PHOTO / JUAN CEVALLOS ORG XMIT: 2168
    O representante do governo, Juan Camilo Restrepo (à esq.) cumprimenta Pablo Beltrán, do ELN durante conferência de imprensa no marco das conversações de paz entre o governo colombiano e o ELN, em Quito, em 18 de janeiro de 2017.

    O ELN, criado em 1964, assumiu o ataque com explosivos na semana passada perto de uma praça de touros em Bogotá, que deixou um policial morto e várias pessoas gravemente feridas, além de ter provocado danos materiais.

    Horas antes de assumir o ataque fatal em Bogotá, o ELN também havia reivindicado o ataque com explosivos contra uma patrulha militar em 14 de fevereiro na região leste da Colômbia, que deixou dois soldados feridos, assim como vários atentados contra o oleoduto Caño Limón Coveñas.

    No domingo, Restrepo já havia criticado as ações "terroristas" do ELN, atribuídas pelas autoridades a esta guerrilha, com a advertência de que afastam a possibilidade de obter um cessar-fogo nas negociações que acontecem em Quito.

    O ELN e o governo de Juan Manuel Santos iniciaram em 7 de fevereiro em Quito diálogos de paz para superar mais de meio século de confronto.

    No dia 16 de fevereiro, as partes anunciaram que estudavam as maneiras de conseguir chegar a um cessar-fogo bilateral o mais rápido possível.

    Santos, vencedor do Nobel da Paz, pretende fechar um acordo com o ELN para alcançar a "paz completa", após a assinatura em novembro de um histórico acordo com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), principal e mais antiga guerrilha do país.

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