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    Hungria aprova detenção automática de migrantes em busca de asilo

    DIOGO BERCITO
    EM ROMA

    07/03/2017 08h14 - Atualizado às 09h27

    O Parlamento da Hungria aprovou nesta terça-feira (7) a detenção automática de todos os migrantes em busca de asilo no país.

    Quem chegar sem a documentação necessária ficará detido em campos nas fronteiras ao sul –em especial naquelas compartilhadas com a Sérvia– durante o período de processamento de seus pedidos de asilo, impedidos de circular livremente.

    Attila Kisbenedek - 24.fev.2016/AFP
    Hungarian Prime Minister Viktor Orban addresses a press conference at the Delegation Hall of the parliament building in Budapest on February 24, 2016. Hungary will hold a referendum on whether to accept mandatory EU quotas for migrants, Prime Minister Viktor Orban said, protesting that Brussels has no right to "redraw Europe's cultural and religious identity." / AFP / ATTILA KISBENEDEK ORG XMIT: ATT12041
    O premiê húngaro, Viktor Orbán, em foto de 2016

    A medida, criticada por organizações humanitárias, foi aprovada por ampla maioria. Centros de detenção serão criados na região fronteiriça.

    A Hungria havia suspendido a prática de deter migrantes em 2013 após pressão da União Europeia e da ONU. As leis europeias não permitem a detenção sistemática de migrantes, como a regra aprovada por políticos húngaros.

    O país é governado pelo premiê nacionalista Viktor Orbán, contrário à política de portas abertas defendida por países europeus como a Alemanha, que recebeu quase 900 mil migrantes em 2015.

    Orbán justifica o endurecimento de suas políticas como uma resposta a ataques terroristas cometidos por migrantes dentro da Europa.

    Ao apresentar a proposta, Zoltán Kovács, porta-voz do governo, afirmou que há uma "mudança de atmosfera" na Europa após a eleição do republicano Donald Trump à Presidência dos EUA, em novembro passado.

    VISTO HUMANITÁRIO

    Em uma decisão paralela, o Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu na terça-feira que os Estados-membros não são obrigados a conceder vistos de entrada a pessoas sob risco de tortura ou tratamento desumano.

    O visto por razões humanitárias é uma via de entrada para refugiados vindos de países em guerra ou extrema pobreza, como a Síria, o Sudão e o Afeganistão.

    A decisão da corte europeia foi tomada em relação ao caso de uma família síria vinda da cidade de Aleppo, duramente afetada pelos últimos anos de guerra, que pedia visto para a Bélgica.

    As autoridades belgas afirmaram, ao recusar o pedido, que obrigar a concessão de vistos humanitários abriria os portões do país a migrantes em busca de asilo.

    PRINCIPAIS ROTAS DE TRAVESSIA PELO MEDITERRÂNEOOs caminhos usados por imigrantes que tentam chegar à União Europeia
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