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    Exportar médicos está se tornando a maior fonte de renda de Cuba

    DA RFI

    18/04/2017 13h06

    Tomasz Zajda/Fotolia
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    Médicos cubanos trabalhavam em 62 países no fim de 2016, em 35 dos quais o governo cobrou por seus serviços. A venda de serviços profissionais, fundamentalmente do setor da saúde, já ultrapassou o faturamento do turismo e se tornou a principal fonte de divisas para a ilha, segundo estatísticas oficiais publicadas nesta segunda-feira (17).

    O envio de médicos pelo mundo é uma tradição em Cuba. O sistema serve de ferramenta diplomática para a ilha comunista, mas também de fonte de renda cada vez mais indispensável para o país.

    Segundo o ex-ministro da Economia cubano José Luis Rodríguez, citado por um artigo publicado pelo site oficial Cubadebate, os médicos do país que atuam no exterior forneceram "um valor estimado de US$ 11,543 bilhões, na média anual, entre 2011 e 2015". A venda de serviços médicos supera as receitas da florescente indústria turística, que se situaram em US$ 2,8 bilhões em 2016.

    O Anuário Estatístico de Saúde 2016 revela que os profissionais cubanos estão em 24 países da América Latina e do Caribe; 27 da África subsaariana; dois do Oriente Médio e da Norte da África; sete da Ásia Oriental e do Pacífico, além de Rússia e Portugal.

    A edição digital do Anuário, publicada pelo site especializado Infomed, não informa o número exato de profissionais que intervêm nessas missões internacionais. Mas, segundo o Ministério da Saúde, em meados de 2015 eles eram mais de 50 mil, a metade deles médicos. Ainda de acordo com a publicação, Cuba encerrou 2016 com 90.161 médicos, incluindo os que trabalham no exterior.

    Brasil e Venezuela são os mercados mais importantes para médicos cubanos.

    Além de Venezuela e Brasil, os mercados mais importantes, os médicos cubanos estão em países como Catar, Kuwait, China, Argélia, Arábia Saudita e África do Sul. A ilha também oferece serviços gratuitos no âmbito do Programa Integral de Saúde, sistema destinado a 27 países com menos recursos, como Haiti, Bolívia, El Salvador, Guatemala, Nicarágua, Honduras, Etiópia, Congo, Tanzânia, Zimbábue, entre outros.

    O Estado cubano financia integralmente o sistema de saúde, uma de suas conquistas mais divulgadas, junto com a educação universal gratuita. Um total de 493.368 pessoas trabalham no setor, entre médicos, enfermeiros, dentistas e técnicos.

    A ilha comunista também mantém a formação de médicos para outros países, na Escola Latino-americana de Medicina (ELAM), onde 2.326 estudantes cursam atualmente os seis anos de medicina.

    Com informações da AFP

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