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    No poder desde 1994, Kagame é reeleito presidente de Ruanda

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    04/08/2017 20h01

    Marco Longari/AFP
    O presidente de Ruanda, Paul Kagame, chega em local de votação da eleição desta sexta (4), em Kigali
    O presidente de Ruanda, Paul Kagame, chega em local de votação da eleição desta sexta (4), em Kigali

    Os ruandeses foram às urnas nesta sexta-feira (4) para uma eleição presidencial que desde o início tinha como favorito absoluto Paul Kagame, homem que governa o país com mão de ferro desde 1994 e obteve um terceiro mandato de sete anos.

    Ele foi reeleito com 98% dos votos, segundo o Comitê Eleitoral do país. Quase 6,9 milhões de pessoas estavam registradas para votar. Dados do comparecimento às urnas ainda não haviam sido divulgados.

    Visionário para alguns e déspota para outros, Kagame, 59, teve dois adversários relativamente desconhecidos e que foram quase ignorados em uma campanha de três semanas dominada pela Frente Patriótica Ruandesa (FPR), partido que comanda todas as esferas da sociedade do país do centro-leste africano.

    Kagame reuniu milhares de pessoas nas ruas da capital, Kigali, em seu último evento de campanha, na quarta-feira (2). Os outros candidatos, Frank Habineza, líder do único partido de oposição tolerado, e o independente Philippe Mpayimana criticaram a campanha curta.

    O próprio Kagame afirmava que o resultado das eleições foi selado em 2015, quando o povo decidiu em referendo (98% dos votos) uma modificação da Constituição que permite a ele candidatar-se a um terceiro mandato de sete anos e, em caso de vitória, se candidatar a outras duas eleições presidenciais.

    Kagame poderá, então, permanecer na Presidência até 2034. Ele é o líder de fato de Ruanda desde que o FPR derrubou, em 1994, o governo extremista hutu que desencadeou o genocídio de 800 mil pessoas, principalmente membros da minoria tutsi.

    Ele foi vice-presidente e ministro da Defesa, dirigindo o país nas sombras, antes que o Parlamento o nomeasse presidente em 2000. Em 2003 e 2010, foi reeleito com mais de 90% dos votos.

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