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    Enquanto Eduardo Suplicy é expulso, Obama conversa com Ronaldo

    THAIS BILENKY
    DE SÃO PAULO

    05/10/2017 16h40 - Atualizado às 16h45

    O vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT) furou o bloqueio do serviço secreto americano para entregar uma carta sobre a renda mínima de cidadania ao ex-presidente Barack Obama, mas foi convidado a se retirar.

    O ex-senador conseguiu passar ao subsolo por onde Obama deixaria o teatro onde deu uma palestra em São Paulo nesta quinta-feira (5). Avistou o ex-presidente rodeado de agentes do FBI e percebeu "que tinha uma brecha".

    "Eu disse em inglês que gostaria muito de entregar essa carta porque gostaria de conhecer a sua opinião sobre a renda básica universal. Ele pegou a carta e disse que iria me responder. Aí na hora que eu acabei de ter esse diálogo em que ele me olhou nos olhos eu percebi que nas minhas costas estavam me puxando", relatou Suplicy.

    Agentes americanos o empurraram, dizendo que não podia permanecer no local.

    "'Como não posso? Fui senador por três mandatos, sou vereador desta cidade', falei bravo. Eu disse 'please, respect me, don't push me. Felizmente consegui entregar a carta pessoalmente ao Barack Obama."

    O exemplar de seu livro sobre a renda mínima Suplicy já havia entregado ao FBI antes da palestra.

    O ex-jogador Ronaldo, por sua vez, foi recebido por Obama de maneira calorosa, segundo testemunhas, no mesmo lugar onde Suplicy tentou entrar.

    O incômodo que Obama mostrou com o vereador, porém, não se repetiu com o Fenômeno, que lhe falou brevemente de seus projetos sociais.

    Edson Vale, da Polícia Federal, e Julio Guebert, delegado geral da Polícia Civil de SP, que estão coordenando a escolta do americano, também estavam no local.

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