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    Coreia do Norte

    Trump pede acordo com Pyongyang, mas diz que está pronto para atacar

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    07/11/2017 09h31

    Ed Jones/AFP
    TOPSHOT - Demostrators dressed as North Korean leader Kim Jong-Un (R) and US President Donald Trump (L) embrace during a peace rally in Seoul on November 5, 2017. Thousands of South Koreans called for peace in a protest against an upcoming visit by Donald Trump as he begins a two-week Asia tour amid tension over North Korea's weapons drive. / AFP PHOTO / Ed JONES
    Protesto contra Trump e Kim Jong-un em Seul, na Coreia do Sul

    O presidente americano Donald Trump disse nesta terça-feira (7) em Seul, na Coreia do Sul, que os EUA estão prontos para usar toda sua força militar contra a Coreia do Norte se necessário, mas pediu que Pyongyang "faça um acordo" para evitar o confronto.

    "Faz sentido para a Coreia do Norte vir à mesa e fazer um acordo que seja bom para as pessoas da Coreia do Norte e do mundo" disse Trump em entrevista coletiva ao lado do presidente sul-coreano, Moon Jae-in. Do lado de fora do local do encontro entre os dois líderes, ocorreu um protesto contra o americano.

    Segundo Trump, há um movimento nos bastidores na busca por um acordo. Ele disse ainda que "viu muito progresso" na relação com a ditadura de Kim Jong-un, mas não especificou se Washington e Pyongyang têm dialogado diretamente.

    Apesar de diminuir o tom em relação à Coreia do Norte, Trump disse que as Forças Armadas americanas estão prontas para atacar se necessário, detalhando que o país mantém três porta-aviões e um submarino nuclear na região. "Não podemos permitir que a Coreia do Norte destrua tudo que construímos", afirmou, para logo depois fazer uma ressalva, ao dizer que esperava nunca ter que usar a opção militar.

    Após a coletiva, Trump visitou o Camp Humphreyrs, base militar americana que fica a 90 quilômetros de Seul.

    COOPERAÇÃO

    Trump elogiou ainda o presidente sul-coreano Moon e defendeu a "grande cooperação", entre Seul e Washington.

    Em setembro, o americano tinha criticado o sul-coreano por este ter defendido o diálogo com Pyongyang. Moon voltou a tocar no tema, e disse que os dois líderes concordaram em "resolver a questão nuclear da Coreia do Norte de uma maneira pacífica".

    Trump elogiou ainda Xi Jinping, ao afirmar que o presidente chinês teve um papel muito "útil" na crise com a Coreia do Norte. "Esperamos que, da mesma maneira, a Rússia seja útil", completou.

    Depois da Coreia do Sul, Trum vai a Pequim, onde se encontrará com Xi, e de lá seguirá para o Vietnã, onde deve ter um encontro com o presidente russo, Vladimir Putin. Ela já passou pelo Japão na visita que fez à Ásia.

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