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    Comércio e Coreia do Norte devem dominar visita de Trump à China

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    08/11/2017 10h55

    Andrew Harnik/AP
    Donald Trump, Melania Trump, Xi Jinping e Peng Liyuan assistem a apresentação de ópera em Pequim
    Donald Trump, Melania Trump, Xi Jinping e Peng Liyuan assistem a apresentação de ópera em Pequim

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou à China nesta quarta-feira (8) e foi recebido com pompa, em uma visita oficial que deve ter como principais temas o comércio entre os dois países e a ameaça da Coreia do Norte.

    A visita à China é vista como a principal no tour da Ásia que está sendo feito pelo presidente norte-americano. Com aprovação em baixa nos EUA, Trump vai se encontrar com o presidente chinês Xi Jinping, recentemente fortalecido pelo Congresso do Partido Comunista chinês.

    A tensão comercial entre os dois países leva a preocupações de empresas globais sobre uma possível nova onda de protecionismo que pode afetar o crescimento global. Washington acusa Pequim de não cumprir promessas de abertura comercial.

    Trump disse na semana passada que o deficit comercial dos EUA com a China, de US$ 347 bilhões no ano passado, era "tão ruim que é constrangedor". "Não quero envergonhar ninguém quatro dias antes de chegar à China, mas é horrível", disse o presidente.

    Se o comércio for discutido entre os presidentes durante a visita de dois dias, o governo de Xi não deve oferecer concessões suficientes para acalmar os negociadores norte-americanos. Isso deve levar a mais medidas protecionistas por parte dos EUA, segundo analistas.

    No Congresso do Partido Comunista, Xi prometeu maior abertura da economia, mas revelou planos de ter estatais fortes em áreas como finanças, energia e telecomunicações. O governo também tem planos de liderar o desenvolvimento de carros elétricos e outras tecnologias, o que preocupa empresas estrangeiras.

    COREIA DO NORTE

    Trump também deve pedir ajuda da China para controlar a Coreia do Norte, após advertir o líder norte-coreano de que as armas nucleares que o regime norte-coreano está desenvolvendo "não estão te tornando mais seguro, elas estão colocando seu regime em grande perigo".

    Trump usou sua linguagem mais rígida até agora contra a Coreia do Norte durante seu pronunciamento em Seul, na Coreia do Sul, no qual apresentou acusações específicas de abusos assustadores de direitos humanos. Ele pediu que países por todo o mundo isolem Pyongyang negando "qualquer forma de apoio, abastecimento ou aceitação".

    "Não nos subestime e não nos teste", disse Trump à Coreia do Norte ao encerrar uma visita à Coreia do Sul com um discurso na Assembleia Nacional antes de partir para Pequim.

    Trump pediu que "nações responsáveis" se unam e parem de dar apoio à Coreia do Norte. "Vocês não podem apoiar, não podem vender, não podem aceitar", disse ele, pedindo que "toda nação, incluindo a China e a Rússia", cumpram recentes resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o país.

    Trump deve pedir que a China restrinja seu comércio com o regime de Kim Jong-un e que expulse trabalhadores norte-coreanos. O presidente tem elogiado a China por tomar algumas medidas contra Pyongyang mas tem pedido que o país faça mais.

    CHEGADA

    O presidente dos EUA e a primeira-dama Melania Trump foram recebidos no aeroporto de Pequim por crianças pulando com bandeirinhas dos EUA e da China. Eles tomaram chá com Xi e sua mulher Peng Liyuan e fizeram um tour da Cidade Proibida, o antigo palácio imperial. Antes de jantar, assistiram a uma apresentação de ópera. Trump disse estar se divertindo na China.

    O americano mostrou a Xi um vídeo de sua neta, Arabella Kushner, cantando em mandarim e recitando poesia chinesa clássica. Xi disse que a performance da menina merecia nota "A+" e que esperava que a criança pudesse em breve visitar a China, onde já é uma estrela.

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