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    Na largada, Padilha arrecada 3% do valor doado a Alckmin

    MÁRCIO FALCÃO
    DE SÃO PAULO

    04/08/2014 21h06

    Em sua primeira prestação de contas, a campanha de Alexandre Padilha (PT) ao governo de São Paulo informou à Justiça Eleitoral ter arrecadado R$ 203 mil.

    O valor representa cerca de 3% do que angariou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que busca a reeleição, e quase 6% do que somou o candidato Paulo Skaf (PMDB). O tucano declarou ter recebido R$ 6 milhões, enquanto o peemedebista, R$ 3,8 milhões.

    Em 2010, na largada da corrida eleitoral, o PT arrecadou R$ 1,2 milhão em valores atualizados. Na época, o candidato do partido ao Palácio dos Bandeirantes era o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

    Padilha chegou a classificar como "boato" as dificuldades de caixa. O grupo do petista, no entanto, atribui o problema a dificuldades burocráticas para a arrecadação. Nos últimos dias, integrantes da campanha evitaram divulgar o valor.

    A Folha mostrou que a equipe de Padilha teve que recorrer à campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff para tentar contornar as limitações de caixa.

    Segundo a Folha apurou, auxiliares do petista querem que a campanha de reeleição de Dilma ao Planalto banque ao menos os custos com comunicação –avaliados, nos bastidores, em R$ 50 milhões. Tradicionalmente, essa é a parte da campanha que gera mais custos. O teto de gastos informado à Justiça Eleitoral é de R$ 92 milhões.

    Com 4% de intenção de voto (segundo o Datafolha), Padilha tem encontrado dificuldades de arrecadação.

    Na órbita de Dilma, petistas sustentam que o auxílio financeiro da campanha nacional à candidatura local deve ocorrer em breve, mas não no montante almejado. A campanha de reeleição de Dilma tem previsão de gasto de R$ 298 milhões.

    A equipe financeira de Padilha começou a procurar, nos últimos dias, os tradicionais financiadores. Inicialmente, ouviu que os empresários estavam em férias após a Copa do Mundo. Foram então programadas conversas para os próximos dias. Serão procurados bancos, construtoras, médios e pequenos empresários.

    Entres os petistas de São Paulo, há receio de que parte das doações, especialmente do setor industrial, migrem para Skaf, presidente licenciado da Fiesp.

    A aposta para deslanchar, além do auxílio nacional, é com o empenho e prestígio do ex-presidente Lula, principal cabo eleitoral de Padilha.

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