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    Em debate, Alckmin é alvo de rivais por política de segurança

    DE SÃO PAULO

    25/08/2014 19h02

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o adversário do PMDB na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, Paulo Skaf, trocaram acusações ao discutir sobre a política de segurança pública no Estado, durante o debate promovido por Folha, UOL, SBT e Jovem Pan nesta segunda-feira (25).

    "O candidato Skaf fala muito de segurança pública, mas é interessante lembrar que nós assumimos o governo depois do partido dele. A polícia não tinha bala. A taxa de homicídios era de 30 por 100 mil habitantes, hoje é de 10 por 100 mil", disparou o tucano, em referência à gestão do ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho (1991-1995), que comandava o Estado antes da eleição de Mário Covas (PSDB). "São Paulo não pode andar pra trás", completou o tucano.

    Skaf, na primeira oportunidade, rebateu: "Eu gostaria de dizer ao governador Geraldo Alckmin que a maior taxa de homicídios foi quando ele foi vice de Covas [1995-2001]. A taxa era de 40 por mil habitantes".

    O índice de homicídios no fim dos anos 1990, durante o governo Mário Covas, chegou ao pico da curva, mas ele atingiu a marca de 35,7 por 100 mil habitantes e não a de 40 por 100 mil, como afirmou Skaf.

    A segurança pública, área mal avaliada pela população paulista, tem pautado a discussão na disputa eleitoral do Estado.

    "Fiquei chocado quando vi os números dos estupros no Estado. Nos últimos três anos foram 40 mil registros. [...] Nem na guerra da Bósnia tivemos 30 mil, 40 mil estupros", afirmou ainda Skaf, que alcançou 16% das intenções de votos no Datafolha.

    Alexandre Padilha (PT), por sua vez, fez críticas à postura da polícia e chegou a dizer que ela "assassina os negros".

    O petista disse que há uma sensação de impunidade no Estado e que só 5% dos homicídios são esclarecidos. Ele acusou "as polícias de São Paulo" de assassinarem "jovens da periferia, sobretudo os negros".

    Alckmin defendeu a polícia. "Não é assassina. É firme e legalista." Depois, disse que Padilha usava dados errados e que o Estava era o segundo com o menor índice de negros assassinados no país.

    MÁSCARAS

    Ainda sobre o tema violência, o candidato à reeleição confirmou que sancionará a lei que proíbe o uso de máscaras em manifestações, que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo, ao ser questionado pelo jornalista Fernando Rodrigues.

    "Nós somos contrários a qualquer tipo de máscara, uma coisa é manifestação outra coisa é violência", disse. O projeto de lei foi aprovado em 3 de julho e o texto está pronto para sanção há quase dois meses.

    Escolhido para comentar a resposta, Skaf cobrou de Alckmin resposta mais taxativa.

    "Com todo respeito, o senhor não respondeu a pergunta do jornalista. Por que o senhor não sancionou essa lei?", questionou. "Se eu fosse governador, eu sancionava. Quem usa máscara é porque quer fazer coisa errada", completou Skaf.

    "Nossa proposta é claríssima: somos contrários a qualquer máscara. Uma coisa é manifestação. Outra são atos de violência." "Já deixei claro que a lei será sancionada. Isso é óbvio", respondeu Alckmin.

    Skaf vem tentando se apresentar como candidato mais forte que Alckmin no combate à criminalidade. Logo no início do debate, afirmou que "três mulheres serão estupradas durante esse debate" e perguntou a Gilberto Natalini (PV), como ele faria para acabar com esses "monstros estupradores".

    SAÚDE E AFINS

    Com a troca de acusações sobre segurança, a saúde, tema que aparece como principal preocupação dos paulistas –repetindo a tendência nacional– ficou em segundo plano. Padilha citou algumas vezes a criação do Mais Médicos, mas os candidatos praticamente não debateram propostas para a área.

    O mesmo ocorreu com a crise hídrica, que só foi abordada após pergunta de um jornalista. Já a expansão do sistema metroviário foi alvo de embate. Padilha disse que Alckmin não entregou as linhas que prometeu em 2010.

    "[Vou expandir] ao ritmo dos paulistas e não ao ritmo das promessas não cumpridas pelo atual governador", afirmou. "O trem do PT é o trem-bala: gastou mais de R$ 100 milhões, criou estatal, e não existe", disse Alckmin.

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