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    Alvo de ataques, Marina pede oração para que sociedade perceba o que é mentira

    RANIER BRAGON
    DE BRASÍLIA

    22/09/2014 12h40

    Principal alvo de ataques das campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), a presidenciável Marina Silva (PSB) pediu nesta segunda-feira (22) uma oração para que o eleitorado não seja influenciado pelo que ela classifica como uma onda de mentiras espalhadas pelos seus principais adversários.

    Em encontro promovido pela Associação Nacional de Educação Católica, Marina, que pertence à igreja evangélica Assembleia de Deus, afirmou que espalha-se a afirmação de que ela "acabará com tudo e com o resto".

    "Dá para acreditar que uma pessoa possa acabar com o pré-sal, o Prouni, o Fies, o Pronatec, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida, a transposição do São Francisco, a Transnordestina, o 13º, as férias, privatizar a Petrobras, a Caixa Econômica, o Banco do Brasil? Se uma pessoa pode fazer isso é porque temos um país que é o que, de papel? Não é, isso fere o bom senso, a inteligência do brasileiro", afirmou a candidata, citando os principais programas do governo federal na área de educação, moradia e assistência social.

    Com base em interpretações do programa de governo de Marina, que defende um Banco Central legalmente independente e revisão dos subsídios concedidos pelos bancos públicos, a campanha de Dilma tem veiculado propagandas dizendo que as ideias de Marina irão minar os principais programas sociais.

    "É tanta coisa, gente. Olha, até porque vocês que são pessoas de fé, contra o marketing selvagem não vale argumento, só discernimento. Então peçam a Deus para o discernimento do povo brasileiro", discursou Marina no evento da associação, que reúne estabelecimentos confessionais católicos de educação.

    Em uma rápida entrevista após o evento, Marina também comentou a acusação do PSDB de que Dilma faz uso eleitoral do Palácio da Alvorada, que tem sediado suas últimas entrevistas eleitorais à imprensa. Segundo a pessebista, o fim da reeleição, que ela defende, acabará com "essa confusão entre o uso institucional e o uso dos meios e recursos do Estado para a campanha".

    Ela também voltou a comentar o erro do IBGE na divulgação do PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), classificado por Dilma como banal. Segundo ela, a má gestão tem arranhado o prestígio de instituições como IBGE, situação que não pode ser tratada como banal.

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