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    Último debate no Pará tem poucas propostas e muitos ataques

    LUCAS REIS
    ENVIADO ESPECIAL A BELÉM

    24/10/2014 00h22

    Poucas propostas e muitos ataques marcaram o último debate entre os candidatos ao governo do Pará, Simão Jatene (PSDB) e Helder Barbalho (PMDB), realizado pela TV Liberal, afiliada da TV Globo no Estado, na noite desta quinta-feira (23).

    Candidato à reeleição, Jatene, 65, abriu o confronto lembrando do caso Banpará, quando o então governador Jader Barbalho (PMDB), hoje senador e pai de Helder Barbalho, 35, candidato da oposição ao governo, foi acusado de desvios no banco público nos anos 1980.

    "O escândalo do Banpará é coisa do passado, as pessoas que tem mais idade sabem disso. Hoje, o dinheiro do Banpará fica no Banpará. Essa é a diferença no trato do dinheiro público hoje", afirmou Jatene.

    Helder rebateu elencando e cobrando promessas feitas por Jatene durante a campanha de 2010, e explorou a área da segurança pública.

    "As pessoas não conseguem sair de casa, os serviços públicos são de péssima qualidade. Obras não foram entregues [...] O senhor prometeu muito, passaram quatro anos, e agora o senhor pede mais quatro anos, tentando justificar o que não fez."

    Jatene insistiu na ideia de "falta de experiência política" de Barbalho, e a todo momento se lembrava da ligação de Helder com Jader Barbalho.

    "Em relação a questão do descrédito dos políticos, o senhor deve sofrer muito na carne", disse o governador. "Não tente me colocar a pecha de não cumprir compromissos, pois a população do Estado me conhece, como conhece o senhor e sua família há bastante tempo", disse o tucano.

    "Eu me orgulho dos meus filhos, da minha esposa e da minha família, disse Barbalho. "O senhor prometeu contratar 4.000 policiais, e não cumpriu. São 300 assaltos por dia, dez assassinatos por dia, isso não é possível", afirmou.

    Também sobraram ironias entre os candidatos. "O senhor, como professor, não tem condições de ser meu professor, nem de qualquer cidadão que verifica que seu governo prometeu muito e não cumpriu", rebateu Barbalho.

    "Não pretendo ser seu professor, pois se tivesse sido, o senhor entenderia mais de gestão pública", respondeu Jatene, que também insistiu em dizer que levou dois anos para sanar as contas do Estado após a administração de Ana Júlia Carepa (PT), da qual o PMDB fez parte. A todo momento, os candidatos acusavam um ao outro de mentir e usar informações e números imprecisos.

    Jatene e Barbalho vem travando um duelo equilibrado desde o início da campanha. No primeiro turno, a diferença entre eles foi de apenas 1,4 ponto percentual, o equivalente a cerca de 50 mil votos.

    Segundo pesquisa Ibope divulgada no sábado (18), os dois candidatos aparecem em situação de empate técnico.

    Barbalho alcançou 48% das intenções de voto, numericamente à frente de Jatene, que somou 45%. Considerando apenas os votos válidos, Barbalho tinha 52%, e Jatene, 48%. A margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

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