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    Governador reeleito no Amazonas é filho de seringueiros

    LUCAS REIS
    ENVIADO ESPECIAL A BELÉM

    26/10/2014 20h43

    José Melo de Oliveira (Pros), 68, nasceu em Eirunepé (AM). Filho de seringueiros, mudou-se para Manaus com a família aos 11 anos de idade, numa viagem de 45 dias de barco. Com 93% das seções apuradas no Estado do Amazonas, ele tinha 56% dos votos e não podia mais ser alcançado pelo ex-governador Eduardo Braga (PMDB), que somava 44%.

    Na juventude, o político do Pros vendia frutas de dia e cursava economia à noite na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), enquanto lecionava história em dois colégios da cidade.

    Casado e pai de cinco filhos, iniciou a vida pública nos anos 1980 como servidor do Ministério da Educação, e ocupou o cargo de Secretário de Estado da Educação na gestão Amazonino Mendes.

    Em 1994, disputou e venceu sua primeira eleição. Foi eleito deputado federal, sendo reeleito em 1998. De volta a Manaus, assumiu a Secretaria de Estado do Interior novamente na gestão Amazonino.

    Em 2002, elegeu-se deputado estadual e, meses depois, assumiu a Secretaria de Governo no governo de Eduardo Braga (PMDB), com quem disputou a atual eleição.

    Foi convidado em 2010 a ser vice-governador na chapa de Omar Aziz (PSD), que havia assumido o governo após a saída de Eduardo Braga (PMDB), que conquistou uma vaga no Senado.

    Exerceu a função de vice-governador até abril de 2014, quando Aziz deixou a função para disputar -e vencer- a eleição para o Senado. Foi alçado ao governo e anunciou sua candidatura à reeleição.

    Apoiado por PSDB e DEM, não declarou voto a nenhum presidenciável no primeiro turno, mas abriu espaço para o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio (PSDB), fazer campanha para Aécio Neves (PSDB) em seu horário na TV.

    Carrega imagem de "humilde", característica explorada até por seu adversário durante a campanha –a propaganda do PMDB comparava o "bom" Braga com o "bonzinho" Melo.

    Durante a campanha, foi alvo de denúncias de uso político da Polícia Militar. Também foi acusado de negociar o apoio de uma facção criminosa nas eleições em troca de "paz nas cadeias" do Amazonas. Rechaçou as duas denúncias.

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