• Poder

    Thursday, 02-May-2024 16:01:21 -03
    [an error occurred while processing this directive]

    Oposição venezuelana pede que Dilma atue em favor do diálogo

    SAMY ADGHIRNI
    DE CARACAS

    28/10/2014 02h00

    A coalizão opositora da Venezuela parabenizou nesta segunda-feira a presidente Dilma Rousseff pela reeleição, mas pediu que o Brasil volte a atuar em favor do diálogo interno no país vizinho.

    No domingo, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, havia dito que o pleito brasileiro era "vitória dos povos da América Latina e do Caribe."

    Em comunicado, o secretário executivo da coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD), Jesus Torrealba, cobrou do Brasil que "assuma construtivamente seu papel na busca, hoje suspensa, por uma solução pacífica, eleitoral, democrática e constitucional à crise venezuelana".

    Torrealba se referia à tensão deflagrada no início deste ano, quando violentos protestos oposicionistas se espalharam pelo país, deixando 42 mortos e centenas de feridos.

    Com apoio de Colômbia, Equador e do Vaticano, o Brasil ajudou a intermediar um diálogo entre a MUD e Maduro. Conversas, porém, não prosperaram.

    Setores da oposição acusaram Dilma de ser leniente com Maduro por suposta afinidade ideológica.

    O Brasil nega ter feito mediação enviesada e diz que sua atuação nos bastidores foi decisiva para acalmar ânimos.

    Fontes do Itamaraty afirmam que a permissão dada por Caracas ao policial oposicionista Ivan Simonóvis, preso desde 2004, para que recebesse tratamento médico em casa é fruto do diálogo.

    Dezenas de oposicionistas, porém, continuam atrás das grades, entre eles o líder do partido Voluntad Popular, Leopoldo López.

    Em entrevista à Folha, Torrealba afirmou que o Brasil não pode se omitir diante da situação venezuelana.

    "Dilma diz que assume a liderança do Brasil na região. Isso implica não ser mero espectador diante da grave deterioração [na Venezuela]".

    O mais urgente, segundo o líder da MUD, é que Dilma atue junto a Maduro para impedir que o governo controle todos os cinco reitores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o poderoso órgão responsável pela supervisão das eleições e dos partidos políticos.

    Três dos cinco reitores serão mudados nos próximos meses. Os dois restantes já estão alinhados com Maduro, diz Torrealba, o que contraria a exigência legal de que nenhum membros do CNE tenha filiação partidária.

    "Não haverá saída política na Venezuela se não tivermos condições de fazer política".

    Questionado sobre a polarização da sociedade brasileira na eleição, o líder da MUD afirmou que tanto governo quanto oposição devem aprender a conviver e "respeitar a outra metade."

    [an error occurred while processing this directive]

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2024