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    Em versão final, PT inclui combate à corrupção como meta partidária

    CÁTIA SEABRA
    MARINA DIAS
    DE SÃO PAULO

    01/12/2014 20h57

    Após debate da cúpula petista, o PT incluiu a expressão "combate à corrupção" no documento que define as suas prioridades partidárias para o início do novo governo de Dilma Rousseff.

    As palavras não estavam no texto originalmente apresentado pela direção do partido. No sábado (29), porém, o Diretório Nacional do partido aprovou a alteração num parágrafo que já constava do documento.

    O texto final diz: "É fundamental continuar a democratizar a economia e a sociedade (através da distribuição de renda e da inclusão social) e, ao mesmo tempo, democratizar o Estado (com a reforma política, o combate à corrupção, a democratização dos meios de comunicação e com a participação social)".

    Outra novidade do texto é a afirmação de que o PT é vítima de sordidez. "Enfrentamos uma campanha política sórdida de ataques ao partido, disseminada pelo antipetismo e traduzida no ódio ao partido", afirma o documento.

    Originalmente, a menção às denúncias de fraudes na Petrobras aparecia só na penúltima página do texto.

    "O Partido tem que retomar sua capacidade de fazer política cotidiana, sua independência frente ao Estado, e ser muito mais proativo no enfrentamento das acusações de corrupção, em especial no ambiente dos próximos meses, em que setores da direita vão continuar premiando delatores", diz.

    Para não contaminar as metas políticas fixadas pelo partido para esse início do segundo mandato de Dilma, a corrupção foi objeto de um documento à parte.

    "É inaceitável que um processo de delação premiada, que ocorre em segredo de justiça, seja diariamente vazado para órgãos da imprensa, sempre de oposição editorial ao governo Dilma, como já denunciou inclusive o Procurador-Geral da República", afirma o outro texto.

    A resolução política do Diretório Nacional também foi alterado para incluir um tema caro à adversária do PSB, Marina Silva.

    "Reafirmar o compromisso com o modelo de desenvolvimento que seja economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente sustentável", diz a nova versão. Na primeira proposta, esse parágrafo não estava lá.

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