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    Cinco são presos por suspeita de incendiar fórum no MA

    MARTHA ALVES
    DIÓGENES CAMPANHA
    DE SÃO PAULO

    21/01/2015 15h24

    Cinco pessoas foram presas sob suspeita de ter incendiado o fórum de Buriti, a 318 km de São Luís (MA). O crime ocorreu na tarde de terça-feira (20) após o juiz local indeferir o pedido de afastamento do prefeito Rafael Mesquita (PRB).

    De acordo com a PM, a ação teria sido liderada por Lourival Batista, irmão do candidato a prefeito derrotado em 2012 Naldo Batista (PHS). Segundo a corporação, Lourival prometeu se apresentar em 48h, com um advogado.

    Segundo a polícia, ao menos 15 pessoas invadiram o fórum e atearam fogo no local, por volta das 15h30, logo após saberem da decisão favorável ao prefeito.

    Computadores, vários processos, mesas, cadeiras e urnas eletrônicas foram danificados pelo fogo. Não houve feridos, de acordo com a Polícia Militar de Chapadinha.

    Segundo a PM, manifestantes tentaram amarrar o juiz Jorge Antônio Sales, que conseguiu fugir do grupo escoltado por policiais militares.

    O tumulto só foi controlado após a chegada da PM, que fez um cordão de isolamento em frente ao fórum. Um caminhão pipa da prefeitura foi utilizado por funcionários, moradores e policiais para apagar o fogo. O Corpo de Bombeiros fica distante da cidade.

    Divulgação/CorreioBuritiese
    Fórum de Buriti (MA) foi incendiado após pedido de cassação de prefeito ser indeferido
    Fórum de Buriti (MA) foi incendiado após pedido de cassação de prefeito ser indeferido

    PROCESSO

    O prefeito Rafael Mesquita e o vice Raimundo Nonato Mendes Cardoso, também do PRB, eram julgados em um processo de improbidade administrativa e de compra de votos.

    Os dois negaram ao juiz ter contratado os serviços do proprietário de um de ultraleve que lançou panfletos durante campanha com pesquisa eleitoral registrada. Eles disseram à Justiça que o homem teria feito a distribuição espontaneamente e as ações não teriam contribuído para o desequilíbrio eleitoral.

    Mesquita e Cardoso também alegaram que os veículos alugados pela Empresa Síntese Ltda. foram contabilizados na prestação de contas, o que prova a inexistência de "caixa dois" na campanha.

    Em julho do ano passado, os dois foram condenados pela 25ª zona eleitoral, que havia cassado os diplomas e os declarado inelegíveis por oito anos. Mas na manhã de terça, o prefeito e o vice conseguiram reverter a decisão, provocando a revolta de um grupo de moradores da cidade.

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