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    Dilma escala ministros para irem ao Congresso atender parlamentares

    ANDRÉIA SADI
    NATUZA NERY
    DE BRASÍLIA

    20/02/2015 02h00

    Para retomar o diálogo com aliados, a presidente Dilma Rousseff vai escalar ministros para fazer ''plantão'' no Congresso Nacional e atender parlamentares.

    A ideia, segundo assessores presidenciais, é que os auxiliares ouçam queixas e discutam projetos em debate na Câmara com a base parlamentar antes de serem votados, para evitar surpresas.

    O "projeto piloto" será testado a partir da semana que vem e deve ser anunciado a líderes durante encontro com Dilma, na quarta-feira (25).

    A primeira leva de ministros que irá à liderança do governo é ligada às reformas de seguro-desemprego e Previdência: Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Carlos Gabbas (Previdência), Manoel Dias (Trabalho), Nelson Barbosa (Planejamento) e Pepe Vargas (Relações Institucionais).

    Alan Marques - 9.fev.2015/Folhapress
    A presidente Dilma Rousseff durante reunião em Brasília
    A presidente Dilma Rousseff durante reunião em Brasília

    Outra medida adotada pelo conselho político do governo é buscar inaugurações nos Estados, "umas três ou quatro vezes por semana", para mostrar a presidente em ação, ao lado do povo.

    Desde que foi reeleita, Dilma isolou-se no Palácio do Planalto e tem sido alvo de críticas de aliados pela condução da articulação política e pela demora em reagir à queda de sua popularidade.

    Na semana passada, o ex-presidente Lula disse à sucessora que o governo precisa conter a inflação e garantir a aprovação das medidas de ajuste fiscal da equipe econômica. Por isso não pode viver em "guerra" com o Congresso. Da mesma forma, o petista também sugeriu que Dilma rode o país cumprindo agenda fora do gabinete.

    Na quarta-feira (18), após viagem para a Bahia, onde passou o Carnaval, ela discutiu com seu núcleo político do governo medidas para melhorar a relação de sua gestão com os aliados e se reaproximar da população.

    No encontro da última quarta, que teve a presença de Aloizio Mercadante (Casa Civil), do assessor especial Giles Azevedo, Jaques Wagner (Defesa), Ricardo Berzoini (Comunicações), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Pepe Vargas, Dilma avaliou pesquisas internas do governo que mostram a gestão petista em seu pior momento.

    O escândalo de corrupção na Petrobras é o principal motivo de abalo na imagem da presidente, seguido por dados de piora na economia.

    Para tentar reverter o quadro, a presidente vai investir em viagens e aparições públicas nas próximas semanas.

    A sugestão de aparecer cercada por populares tem o objetivo de afastar a imagem de ela está isolada no Palácio do Planalto em meio à crise.

    Na agenda, estão previstas uma viagem para o Rio Grande do Sul e para a posse de Tabaré Vázquez, eleito presidente no Uruguai.

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