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    Lava Jato

    Cúpula do PT é pega de surpresa com prisão de Vaccari

    MARINA DIAS
    DE SÃO PAULO

    15/04/2015 08h56

    A cúpula do PT foi surpreendida na manhã desta quarta-feira (15) com a prisão pela Polícia Federal de João Vaccari Neto, tesoureiro do partido, em novo desdobramento da Operação Lava Jato.

    Dirigentes petistas, ao saberem da notícia logo cedo, ainda avaliavam reações oficiais a serem tomadas pelo partido.

    Num primeiro momento, decidiram manter as reuniões da Comissão Executiva e do Diretório Nacional do PT, marcadas para quinta (16) e sexta-feira (17), respectivamente, na capital paulista. A avaliação é a de que qualquer mudança de planos pode acusar um partido "acuado".

    O presidente nacional do PT, Rui Falcão, planejava para a reunião de quinta convencer a tendência Mensagem ao Partido a não apresentar ao diretório nacional pedido formal de afastamento de Vaccari da tesouraria petista.

    O argumento: essa tem que ser uma decisão pessoal do tesoureiro. De acordo com advogados consultados pela cúpula petista, a saída de Vaccari poderia parecer "uma confissão de culpa" e não o ajudaria no processo.

    Falcão contava em demover a Mensagem. Caso contrário, o pedido teria que ir à votação interna na sexta pelos dirigentes do PT. Segundo a temperatura sentida pela cúpula do partido, o pedido seria rejeitado.

    Na semana passada, o tesoureiro afirmou que ainda tinha apoio interno para permanecer no cargo.

    CPI

    Preso em sua casa, em São Paulo, Vaccari nega qualquer envolvimento no esquema de corrupção que atingiu a Petrobras.

    No último dia 9, o tesoureiro foi ouvido pela CPI da Petrobras na Câmara. No depoimento, defendeu doações que o partido recebeu de empresas investigadas pela Lava Jato e admitiu ter se encontrado com operadores do esquema, mas evitou explicar os contatos.

    A avaliação do comando do PT foi a de que, mesmo nervoso, Vaccari conseguiu responder a todas as perguntas e teve um desempenho "satisfatório na medida do possível".

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