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    Alckmin defende ação penal antes de pedido de impeachment contra Dilma

    GUSTAVO URIBE
    DE SÃO PAULO

    06/05/2015 13h20

    O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou nesta quarta-feira (6) como "correta" a intenção da direção nacional do PSDB de ingressar com uma ação penal contra a presidente Dilma Rousseff (PT) pelas chamadas "pedaladas fiscais" antes de apresentar ao Congresso Nacional um pedido formal de impeachment.

    Segundo o tucano, que tem se manifestado contrário ao afastamento neste momento da petista, o partido não deve transformar a questão em uma "discussão politica", mas também não pode desviar o foco dos desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

    "A decisão do PSDB é correta, está adequada. O PSDB não é o partido do quanto pior, melhor. O PSDB tem responsabilidade para com o Brasil", disse.

    O recuo do partido em formalizar um pedido de impeachment deve-se à divisão interna da legenda. Como Alckmin, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o senador José Serra (PSDB-SP) são contrários ao afastamento da presidente neste momento.

    A bancada do partido na Câmara vinha defendendo que já existem provas suficientes para pedir o impeachment da petista, mas foi convencida pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), a adiar a medida.

    O partido quer representar a ação penal à Procuradoria-Geral da República na próxima semana.

    A direção da sigla acredita que uma condenação da petista por crime de responsabilidade fiscal justificaria o pedido de impeachment, mesmo que a eventual irregularidade tivesse sido praticada no mandato passado.

    MARTA SUPLICY

    No dia seguinte a encontro com a senadora Marta Suplicy (sem partido), o primeiro desde que ela anunciou na sua desfiliação do PT, o governador disse que a considera uma "aliada".

    Prestes a se filiar ao PSB, em movimento que tem o aval do próprio governador, a senadora participou de café da manhã organizado na sede do governo de São Paulo com a bancada federal paulista.

    Na reunião, na qual teve sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo elogiada, ela sentou-se em lugar de destaque: entre o governador e o vice-governador, Márcio França (PSB).

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