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    o impeachment

    PMDB não vai sair do governo federal, afirma Michel Temer

    GUSTAVO URIBE
    DANIELA LIMA
    DE BRASÍLIA

    17/11/2015 12h14

    Alan Marques - 16.nov.2015/Folhapress
    BRASÍLIA, DF, BRASIL, 16.11.2015. O príncipe herdeiro da Noruega, Haakon,e o presidente em exercício da República, Michel Temer, fazem declaração à imprensa na vice-presidência da Republica no anexo I do Palácio do Planalto(FOTO Alan Marques/ Folhapress) PODER
    O vice Michel Temer dá declaração à imprensa após receber o príncipe herdeiro da Noruega, Haakon

    Em meio ao debate interno no PMDB sobre a possibilidade do partido desembarcar do governo Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer avaliou nesta terça-feira (17) como natural que a legenda realize essa discussão, mas ressaltou que a sigla não desembarcará da administração federal.

    No congresso da Fundação Ulysses Guimarães, centro de estudos do partido, o peemedebista pregou a necessidade de, diante do atual cenário de crise econômica, haver uma "pacificação" e uma "unificação" no país. Segundo ele, os partidos políticos têm neste momento de pensar na união nacional "para não dividir o país".

    "Isso é natural (debate sobre desembarque). Nós temos de colaborar com o país e, mesmo as pessoas que querem a saída do governo federal, querem colaborar com o país", disse. "(O PMDB) não vai sair", acrescentou, ao ser perguntado sobre a possibilidade de ruptura com o PT.

    O evento, tido como o primeiro passo para o desembarque oficial do partido do governo federal, tornou-se palanque nesta terça-feira (17) de discursos favoráveis ao desembarque imediato da gestão Dilma Rousseff e contrários ao programa econômico lançado pelo vice-presidente, chamado de "Uma Ponte para o Futuro".

    Em plenário, no qual os microfones foram abertos para os peemedebistas fazerem críticas ao governo federal, dirigentes e parlamentares da tendência oposicionista da legenda pregaram a substituição de Dilma por Temer e culparam a administração federal pela atual crise econômica.

    "O impeachment ou não impeachment não depende da gente, mas tem algo que depende. Não é o afastamento da Dilma Rousseff da presidência da República, mas o afastamento do PMDB dela, para que possamos construir um partido que tenha discurso", disse o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

    Em linha semelhante, o deputado federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) avaliou que o país está à beira de uma "depressão econômica" e defendeu o afastamento da presidente do Palácio do Planalto.

    "Nós achamos que do jeito que está não dá e achamos que o Michel Temer está preparado para assumir o pós-impeachment da Dilma Rousseff", disse. "Se não houver essa mudança em até seis meses, o país vai piorar. Ou vocês acreditam em mudanças com o sistema que está no Palácio do Planalto?", questionou.

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