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    Dirceu diz que não recebeu por consultoria suspeita após o mensalão

    BELA MEGALE
    ENVIADA ESPECIAL A CURITIBA
    ESTELITA HASS CARAZZAI
    DE CURITIBA

    09/12/2015 20h46

    Hedeson Alves/Efe
    BRA01. CURITIBA (BRASIL), 31/08/2015.- El exministro brasileño José Dirceu, el hombre fuerte del primer mandato del expresidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006), condenado hace dos años por corrupción y detenido este mes por su supuesta vinculación a la red de corrupción en la petrolera estatal Petrobras, habla en la sede de la Policía Federal de Curitiba (Brasil). Dirceu se negó a declarar hoy ante una comisión del Congreso brasileño que investiga el caso. Los miembros del grupo parlamentario se desplazaron hasta la ciudad de Curitiba, en el sur del país, donde se reunieron con Dirceu en dependencias de la justicia federal, pero no lograron una sola respuesta a las preguntas formuladas durante una media hora. EFE/Hedeson Alves ORG XMIT: BRA01
    O ex-ministro José Dirceu, preso na Lava Jato, durante depoimento à CPI da Petrobras, em Curitiba

    O ex-ministro José Dirceu prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (9) sobre o pedido feito pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, para que ele seja transferido do regime domiciliar para o fechado por sua condenação no mensalão.

    Janot argumenta que as investigações da Lava Jato apontam que ele continuou praticando crimes após a sentença do mensalão, o que implicaria na regressão do regime de prisão.

    Dirceu cumpria prisão domiciliar pela condenação no STF (Supremo Tribunal Federal) até agosto, quando foi preso preventivamente na Operação Lava Jato, acusado de firmar contratos de consultoria fraudulentos para receber propina de obras públicas.

    Pelo menos R$ 29,2 milhões foram recebidos pela JD Consultoria, empresa de Dirceu, entre 2006 e 2013.

    O ex-ministro falou a um juiz na 3ª Vara Criminal da Justiça Federal no Paraná, em Curitiba, por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, que conduz o pedido de Janot feito ao STF.

    Segundo seu advogado, Roberto Podval, o petista afirmou que todos os contratos de consultoria feitos por ele foram anteriores à condenação no mensalão.

    "Todos os contratos, independentemente da licitude deles, foram feitos anteriormente à condenação do mensalão. Por isso não há nenhum fato a ser discutido que tenha sido praticado pelo Zé enquanto ele cumpria pena", afirmou o criminalista.

    No depoimento, o ex-ministro confirmou que recebeu pagamentos posteriores à condenação no STF, em 2012, mas enfatizou que se referiam a trabalhos prestados antes dela.

    Caso o STF acate o pedido de Janot, Dirceu correrá o risco de, caso seja liberado da prisão preventiva em Curitiba, voltar ao regime fechado pela condenação no mensalão –em vez de regressar à prisão domiciliar.

    PEDIDO DO IRMÃO

    Dirceu também respondeu à acusação feita por Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, de que o irmão do ex-ministro, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, procurou o empreiteiro pedindo ajuda financeira.

    Segundo o depoimento de colaboração premiada do empresário, Pessoa fez um aditivo de R$ 1,7 milhão ao contrato com a JD Consultoria, em 2012, sem que houvesse novos serviços a serem prestados, apenas porque Dirceu precisava de dinheiro para despesas pessoais.

    No depoimento à Justiça, Dirceu disse que os pagamentos que recebeu de Pessoa foram anteriores ao mensalão, e que se seu irmão pediu dinheiro a ele quando esteve preso o petista não teve conhecimento.

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