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    Lava Jato

    BC bloqueia R$ 32 mi do marqueteiro João Santana e de Mônica Moura

    DE SÃO PAULO

    29/02/2016 19h17

    Heuler Andrey/Folhapress
    CURITIBA,PR, BRASIL, 23.02.2016 - CHEGADA DE JOAO SANTANA NO PR: Monica Moura, esposa de Joao Santana preso na 23 fase da Operacao Lava-Jato denominada de Acaraje chega no IML em Curitiba-PR para realizar exame do corpo de delito. Foto: Heuler Andrey/FolhaPress PODER ***Exclusivo*** - Mônica Moura
    Mônica Moura e João Santana após serem presos na 23ª fase da Operação Lava Jato

    O Banco Central bloqueou R$ 32 milhões em contas do casal João Santana e Mônica Moura, detido na semana passada na Operação Lava Jato.

    Marqueteiro do PT em três eleições presidenciais, Santana e a mulher são suspeitos de receber pagamentos ilícitos no exterior da Odebrecht e do lobista Zwi Skornicki, ex-representante do estaleiro Keppel Shipyard no Brasil.

    O juiz federal Sergio Moro havia decretado na ordem de prisão que quantias de até R$ 25 milhões nas contas dos dois e de duas empresas deles ficassem indisponíveis. Os valores encontrados nos bancos foram informados a Moro nesta segunda-feira (29).

    Em depoimento à Polícia Federal, o casal –que foi preso no âmbito da Lava Jato na semana passada– afirmou que recebeu dinheiro da empreiteira com origem em caixa dois de campanhas eleitorais feitas no exterior e negou qualquer relação com desvios na Petrobras.

    Mônica afirmou que o casal recebeu US$ 35 milhões por uma campanha eleitoral na Venezuela e outros US$ 50 milhões em Angola. Na África, disse, US$ 20 milhões foram via caixa dois.

    ZWI E MIGLIACCIO

    A mesma ordem do juiz Moro também determinava o bloqueio de quantias do lobista Zwi Skornicki, suspeito de fazer pagamentos para o casal no exterior, e de Fernando Migliaccio, ex-executivo da Odebrecht suspeito de controlar uma rede de empresas offshores.

    Skornicki também foi preso na 23ª fase da Lava Jato, denominada Acarajé, porque era esse o termo que funcionários da Odebrecht usavam para designar propina, de acordo com a PF.

    Lobista, Skornicki é acusado de fazer depósitos em contas de João Santana no exterior.

    Nas contas de Skornicki e de sua empresa, foram bloqueados R$ 4,9 milhões. O ex-executivo da empreiteira teve R$ 2 milhões retidos pelo Banco Central.

    Preso na Suíça desde a semana passada, Migliaccio, 47, tinha como função, nas palavras do juiz federal Sergio Moro, "administrar contas secretas" da empreiteira, incluindo repasses de propina a agentes públicos. A Odebrecht afirma que ele deixou a empresa em dezembro de 2015.

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