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    'Taxa de oxigênio' foi cobrada em comitê de Pezão, dizem executivos

    ITALO NOGUEIRA
    LUCAS VETTORAZZO
    DO RIO
    ESTELITA HASS CARAZZAI
    DE CURITIBA

    17/11/2016 18h50

    André Horta -4.nov.2016/Fotoarena/Folhapress
    RIO DE JANEIRO, RJ - 04.11.2016: ANÚNCIO SOBRE O CONJUNTO DE MEDIDAS NO RJ - O governo estadual do Rio de Janeiro faz coletiva no Palácio Guanabara para anunciar um conjunto de medidas para equilibrar as contas públicas. Na foto: governador Luiz Fernando Pezão. (Foto: André Horta /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1225283 *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
    O governador do Estado do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB)

    Depoimentos de executivos da Carioca Engenharia apontam que a "taxa de oxigênio", como era chamada a propina no governo do Rio na gestão Cabral, foi alvo de cobrança dentro do comitê de campanha do governador Luiz Fernando Pezão.

    A cobrança foi feita por José Orlando Rabelo, segundo o Ministério Público Federal, operador de Hudson Braga, à época coordenador de campanha do peemedebista ao governo do Estado em 2014. O MPF afirma que não há indícios de participação de Pezão.

    "José Orlando em, pelo menos, duas oportunidades, uma delas na sala de Hudson Braga no Palácio Guanabara, e outra no diretório de campanha do PMDB em Jacarepaguá entrou com uma planilha em mãos dizendo o quanto a Carioca estava devendo de 'taxa de oxigênio", afirma Roberto José Teixeira Gonçalves, diretor-geral da Carioca Engenharia, em delação premiada.

    Roberto Moscou, como é conhecido, afirma ter sido chamado algumas vezes por Braga para o local.

    A "taxa de oxigênio" era cobrada pelo grupo que atuava dentro da Secretaria Estadual de Obras, comandada em parte do tempo por Pezão.

    Os investigadores afirmam que não encontraram indícios contra o atual governador. Eles afirmam que o nome do peemedebista não aparece em nenhuma delação premiada. Ele também não é citado nos documentos do MPF.

    Investigação da procuradoria apontou que o local de campanha pertence à Eurobarra Rio, concessionária de veículos. A empresa fez repasses a empresa de Carlos Emanuel Miranda, apontado como operador do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

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