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    Temer escolhe Imbassahy para pasta de Governo, que terá mais peso

    VALDO CRUZ
    GUSTAVO URIBE
    DE BRASÍLIA
    NATUZA NERY
    DO PAINEL

    08/12/2016 12h47 - Atualizado às 13h46

    Sérgio Lima - 27.mar.2014/Folhapress
    O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA)
    O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB-BA)

    O presidente Michel Temer fechou nesta quinta-feira (8) escolha de Antônio Imbassahy (PSDB-BA) para a Secretaria de Governo, no lugar do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

    A Secretaria de Governo é responsável pela articulação política do Planalto. O convite a Imbassahy deve ser feito ainda nesta quinta. Se aceito, o anúncio deve ser feito na semana que vem.

    Para viabilizar a nomeação,Temer negocia com o comando nacional do PSDB a reformulação da pasta, dando mais peso político.

    A ideia discutida pelo peemedebista com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e com o senador Aécio Neves (MG) é que, além da articulação política e distribuição de cargos, a pasta tenha maior atuação na formulação de políticas do governo, aumentado a atribuição, por exemplo, de negociação com as unidades da federação.

    Os tucanos não querem ocupar uma pasta que seja apenas voltada para questões burocráticas, mas desejam ter assento também em discussões e decisões de políticas governamentais.

    Líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Imbassahy tem viajado com Temer em compromissos pelo país e acompanhou com ele na quarta-feira (7), no gabinete presidencial, a sessão da STF (Supremo Tribunal Federal) para definir o destino de Renan Calheiros (PMDB-AL).

    O obstáculo principal para a escolha do tucano era a resistência da bancada do PMDB na Câmara, que pleiteava continuar à frente do posto comandando até o mês passado pelo ministro Geddel Vieira Lima, do partido.

    Para evitar uma crise com a sigla, o presidente tem conversado com deputados federais individualmente. Nas palavras de um deles, que se reuniu no início da semana com o presidente e foi convencido sobre a necessidade de contemplar o PSDB, agora é o momento de "segurar o tucano pelo rabo para evitar que ele saia voando".

    Para fechar o acordo, o presidente conversou pelo telefone com FHC e se encontrou com a cúpula do partido em viagem a São Paulo, na terça-feira (6). Na quarta-feira (7), ele também se reuniu com os governadores da sigla Beto Richa (Paraná) e Marconi Perillo (Goiás).

    O nome do ministro Bruno Araújo (Cidades), do PSDB, chegou a ser cogitado por Temer para a pasta, mas ele preferiu continuar à frente do seu ministério, que detém o controle de iniciativas de apelo popular, como o Minha Casa, Minha Vida.

    A decisão de antecipar a nomeação para o Governo, cuja previsão é que ficasse apenas para o ano que vem, foi tomada devido à sobrecarga de trabalho sobre o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil), que sofreu um pico de pressão na semana passada.

    Além disso, o presidente tenta evitar a saída do partido do governo federal, considerado o principal aliado da gestão peemedebista no Congresso.

    No PSDB, há uma ala que defendeu o desembarque imediato da legenda para evitar que um eventual fracasso de Temer possa afetar a imagem da sigla para a disputa presidencial de 2018.

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