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    Lava Jato

    Base aliada de Temer é maioria na lista de Fachin; PT é o mais citado

    THIAGO AMÂNCIO
    DE SÃO PAULO

    11/04/2017 21h16 - Atualizado às 13h31

    Chamada - A lista de Fachin

    Os partidos da base aliada do governo Michel Temer congregam 65% dos nomes que tiveram a abertura de inquérito autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin nesta terça-feira (11).

    São 14 os partidos da base que aparecem na lista –PMDB (16 filiados investigados), PSDB (13), PP (9), DEM (5), PSD (6), PSB (4), PR (4), PRB (3), PTC (1), SD (1), PPS (1) PMN (1), PTdoB (1) e PTB (1).

    No entanto, o PT, principal partido de oposição, é o grupo com maior número de políticos investigados –são 20 no total. Da oposição, aparece também o PCdoB, com outros três nomes envolvidos.

    LISTA DE FACHIN - Quantidade de políticos, por partido, com investigação autorizada pelo STF

    Entre os 24 senadores citados na lista do ministro do STF, a maior parte é filiada ao PMDB (7), ao PSDB (6) e ao PT (4). Já entre os deputados federais, os partidos mais citados são: PT (11), PP (5) e DEM (4).

    Entretanto, a maioria dos políticos citados que fazem parte da base aliada hoje também estiveram ao lado dos governos petistas nas legislaturas anteriores.

    Dos ministros, três são filiados ao PMDB (Eliseu Padilha, Helder Barbalho e Moreira Franco), e dois, ao PSDB (Aloysio Nunes e Bruno Araújo).

    Constam, entre os políticos investigados, caciques de partidos como o ministro Gilberto Kassab (PSD), os senadores Fernando Collor (PTC), Aécio Neves e José Serra (ambos do PSDB), Romero Jucá e Renan Calheiros (PMDB) –eles negam envolvimento em irregularidades.

    A maior parte dos investigados vem de São Paulo (17), Bahia (12) e Rio de Janeiro (8) –entre os deputados federais, dez são de SP, dez, da BA, e quatro, do RS.

    Pedro Ladeira - 14.fev.2017/Folhapress
    Reunião da 2ã Turma do STF. O ministro Gilmar Mendes preside. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato participa da sessão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
    O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato

    Colaborou ANDRÉ MONTEIRO

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