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    Lava Jato

    Eunício será o quarto a ocupar a Presidência da República em 14 meses

    GUSTAVO URIBE
    DE BRASÍLIA

    06/07/2017 13h49 - Atualizado às 22h14

    Andressa Anholete - 1º.fev.2017/AFP
    Senator Eunicio Oliveira during the Senate session to elect the new president of Brazil's upper house of Congress in Brasilia on February 1, 2017. The dispute for the presidency of the Brazilian Senate is between Eunicio Oliveira (PMDB-CE), who has the support of the current president Renan Calheiros (PMDB-AL), and Jose Medeiros (PSD-MT). / AFP PHOTO / ANDRESSA ANHOLETE
    O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE)

    Com a viagem de Michel Temer para o encontro do G20, o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) será o quarto presidente diferente a comandar o Palácio do Planalto desde maio do ano passado.

    Terceiro na linha sucessória, o presidente do Senado Federal assumirá o cargo por pouco mais de dois dias, a partir do momento em que Temer sair do espaço aéreo brasileiro, o que deve ocorrer por volta das 17h desta quinta-feira (6).

    O presidente embarcou por volta das 13h20 em um avião da Força Aérea Brasileira para Hamburgo. No G20, ele deve participar de reunião com chefes de governo estrangeiro e posar para a tradicional fotografia do encontro.

    Antes de entrar na aeronave, Temer gravou um vídeo para a redes sociais fazendo um balanço da semana e transmitiu o cargo a Eunício na base aérea de Brasília.

    Em conversas reservadas, o senador vinha manifestando ao presidente, desde que ele assumiu o Palácio do Planalto, a vontade de assumir pelo menos uma vez o posto. Pela linha sucessória, o primeiro a substituir Temer seria o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele, no entanto, embarcou nesta quinta-feira (6) para a Argentina e só retornará ao Brasil no domingo (9).

    A ausência de Maia foi vista com ressalva por auxiliares e assessores presidenciais. Seria a primeira vez que ele assumiria o Palácio do Planalto desde que a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou denúncia contra Temer por corrupção passiva.

    Citado como possível sucessor do presidente em caso de queda, Maia tem ensaiado movimento de distanciamento de Temer e adotado uma postura de cautela diante da crise política.

    Para aliados e oposicionistas do presidente, Maia seria o principal beneficiário de uma possível autorização da Câmara ao prosseguimento da denúncia da PGR.

    Nesse caso, Temer seria afastado do cargo por até 180 dias para ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal e Maia assumiria interinamente o comando do Palácio do Planalto.

    Ele também é apontado como favorito em uma eleição indireta que seria convocada em caso de condenação de Temer.

    Em maio do ano passado, o pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff foi aprovado na Câmara dos Deputados, o que a levou a ser afastada temporariamente do cargo.

    Na época vice-presidente, Temer assumiu o posto. Em 14 meses no cargo, ele se ausentou do país quatro vezes, tendo sido substituído temporariamente por Maia.

    SUCESSÕES

    Em 2013, o país também teve quatro presidentes diferentes, mas em um espaço ainda mais curto de tempo.

    Em sete meses, por conta de viagens ao exterior, despacharam no Palácio do Planalto Dilma, Temer e os então presidentes da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL).

    Em setembro do ano seguinte, até o então presidente da Suprema Corte, Ricardo Lewandowski, comandou o país. Em meio às eleições gerais, Alves e Renan tinham pedido licença para participarem de campanhas estaduais.

    Editoria de Arte/Folhapress
    Linha sucessória presidencial
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