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    Eike nega pagamento de propina a Cunha e Funaro por recursos do FGTS

    NICOLA PAMPLONA
    DO RIO

    17/07/2017 17h04

    Ellan Lustosa/Codigo19/Folhapress
    RIO DE JANEIRO, RJ, 17.07.2017: CORRUPCAO-RIO - Eike Baptista presta depoimento no predio da Justica Federal no centro do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (17). (Foto: Ellan Lustosa/Codigo19/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
    Empresário Eike Batista, que cumpre prisão domiciliar, ao chegar à sede da PF para depor

    O empresário Eike Batista negou nesta segunda (17) ter pago propina para obter recursos do FI-FGTS para a LLX, empresa que criou para investir no Porto do Açu, na região norte-fluminense.

    Eike depôs na Justiça Federal como testemunha do corretor de valores Lúcio Funaro. Os dois foram citados em delação premiada do empresário Alexandre Margotto, segundo quem Eike teria pago a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha para a liberação dos recursos.

    O empresário negou ter relações com Funaro e Cunha, mas admitiu ter dado carona em seu avião ao ex-deputado uma vez, a pedido de um executivo de seu grupo empresarial. "Ele sentou em uma cadeira lá atrás e foi isso", afirmou.

    Quando questionado se Cunha interferiu para que recebesse os recursos do FI-FGTS disse que "absolutamente não".

    "Eu era presidente do Conselho de Administração e esses assuntos eram tratados por executivos da companhia", argumentou. Ele não soube informar, porém, qual foi o executivo responsável por negociar os recursos com a Caixa Econômica Federal.

    Eike e sua defesa não quiseram responder se estão negociando delação premiada com a Justiça. O executivo, porém, já teria preparado anexos de uma proposta de delação em que citará o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O empresário foi preso em janeiro deste ano pela Operação Eficiência, da Polícia Federal, acusado de pagar propina ao ex-governador Sergio Cabral. Em abril foi transferido para prisão domiciliar.

    Ele chegou ao prédio da Justiça Federal no Rio por volta das 14h30 e deixou o edifício às 16h sem dar entrevista.

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