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    Sunday, 19-Nov-2017 13:58:04 BRST

    PF faz operação para prender advogado que vendia influência em tribunais

    FÁBIO FABRINI
    DE BRASÍLIA

    10/11/2017 08h06 - Atualizado às 12h19

    A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (10) uma operação em Brasília para prender um advogado que, em troca de dinheiro, prometia influenciar decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

    O advogado foi preso e será indiciado pelo crime de exploração de prestígio, que prevê pena de reclusão de 1 a 5 anos. O nome dele é Antônio Amauri Malaquias de Pinho. Ele já é réu numa ação penal por prática de crimes semelhantes, acusado de "vender" ministros do Tribunal Superior Eleitoral. Por isso, foi decretada prisão preventiva, por prazo indeterminado.

    A investigação foi instaurada a partir de uma notícia-crime do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), órgão de controle do Poder Judiciário.

    Segundo a PF, o advogado teria cobrado R$ 2 milhões de um prefeito afastado do cargo. Parte dos valores seria usada, segundo ele, para o pagamento de assessores de ministros de tribunais superiores, para viabilizar uma decisão que proporcionaria um "rápido retorno" do político às suas funções.

    A PF informou, contudo, que não há, por ora, "qualquer indício" de participação de servidores públicos nos fatos investigados.

    O nome da operação é "Mercador de Fumaça", em razão de os crimes de tráfico de influência e exploração de prestígio serem conhecidos na prática forense como "venda de fumaça".

    A Folha não conseguiu localizar representantes do investigado. A OAB-DF (Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal) informou que o caso será comunicado ao Tribunal de Ética e Disciplina para eventuais providências.

    Raul Spinassé/Folhapress
    SALVADOR, BA, 08.09.2017: Polícia Federal prende o ex-ministro Geddel Vieira Lima no Condomínio Pedra do Valle. local onde o político cumpre prisão domiciliar. (Foto: Raul Spinassé/Folhapress, PODER) ***EXCLUSIVO FOLHA***
    Veículo da Polícia Federal durante operação em setembro

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