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    Polícia diz que usuários do site Ashley Madison se mataram após vazamento

    DE SÃO PAULO

    24/08/2015 12h38

    Reprodução/ashleymadison.com
    Ashley Madison. A vida é curta. Curta um caso. 'Estou permitindo igualdade entre sexos', diz dono de site de adultério. Empresa Ashley Madison, que diz ter 30 milhões de usuários, quer lançar ações na Bolsa de Londres; mas investir em mercado da infidelidade é um bom negócio?
    Reprodução do site Ashley Madison

    A polícia do Canadá afirmou nesta segunda-feira (24) que dois usuários do site de traições Ashley Madison teriam se suicidado depois que um grupo de hackers, autodenominado The Impact Team, vazou suas informações pessoais.

    De acordo com a BBC, nenhuma outra informação foi revelada sobre as mortes.

    A polícia canadense disse que a Avid Line Media, dona do site, está oferecendo uma recompensa de US$ 500 mil (R$ 1,3 milhões) para qualquer um que forneça informações que possam levar à identificação, prisão e processo judicial dos responsáveis pelo vazamento dos dados.

    Os investigadores em Toronto criaram uma conta no Twitter, @AMCaseTSP, e a hashtag #AMCaseTSP para ajudar no caso, que tem dominado o noticiário local.

    O Impact Team publicou dados de usuários e mensagens de e-mails do fundador do site, Noel Biderman, na chamada "dark web".

    Em entrevista à Vice, publicada na sexta-feira (21), o Impact Team disse ter ainda 300 Gbytes de dados da Avid Life Meida, incluindo "milhares de fotos de usuários" –um terço delas seriam fotos de pênis– e e-mails de funcionários do grupo e outros documentos.

    O grupo de hackers disse ainda que não vai liberar esses dados.

    Já teriam sido divulgados 10 Gbytes de informações pessoais de usuários e outros 20 Gbytes de outros dados internos.

    Na entrevista, o grupo afirmou ainda que, depois de terminar com o Ashley Madison, o Impact Team vai hackear "não apenas sites, mas qualquer companhia que fatura centenas de milhões de dólares, lucrando da dor dos outros, segredos e mentiras. Talvez políticos corruptos".

    O Impact Team diz que a opção, oferecida pelo Ashley Madison, de deletar totalmente a conta do usuário não funciona realmente e que o site mantém os dados mesmo depois que o cliente paga a taxa de US$ 19 (cerca de R$ 60) que costumava ser cobrada.

    Esse teria sido o principal motivo para a invasão e vazamento dos dados.

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