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    especial caribe

    Lojas luxuosas se escondem na ilha micro de Saint-Barth

    LUIZA FECAROTTA
    ENVIADA ESPECIAL A SAINT-BARTHÉLEMY

    28/01/2016 02h02

    Pare o carro: tem uma tartaruga no meio do caminho. A bichinha está a travar a passagem de uma praia a outra, em Saint-Barthélemy. Trata-se de uma estrada estreita que percorre, de lado a lado, a ilha banhada pelo mar do Caribe, minúscula, com pouco mais de 20 quilômetros quadrados.

    Há outras particularidades naquele pedaço isolado de terra e mar. A começar pelo jeito de alcançá-lo: só de barco ou avião. Por avião, veja bem, entende-se uma aeronave micro, para até dez pessoas, pilotada apenas por profissionais certificados.

    Cenas incomuns vão formando o imaginário de Saint-Barthélemy (ou Saint-Barth), que ora se mistura com o clima festeiro-pé-na-areia típico de Ibiza, ora se resguarda e preserva o tão bem-vindo marasmo das ilhas desertas.

    Encontram-se tartarugas também no mar e no meio das trilhas –a caminho da isolada Colombier, por exemplo, vazia até na alta temporada, de água límpida e tranquila.

    Em Saint-Barth, as construções são espaçadas (resorts, hotéis e vilas priorizam uma arquitetura arejada e conservam boa parte da natureza virgem) e concentram-se no centro, em Gustavia.

    De um lado da rua, um sujeito manipula peixes fresquíssimos em uma pequena peixaria de laterais abertas, bem simples, próxima ao mar. Do outro, uma sequência de lojas luxuosas: Hermés, Louis Vuitton, Cartier.

    Os mais escolados entram numa ruela, sobem uma escada e chegam ao spa mais cobiçado da ilha, o Excellence des Sens. Christophe Marchesseau, cujas mãos já foram descritas pela revista "Forbes" como as melhores da França, trabalha com técnica de massagem profunda e intuitiva.

    Caribe e cia

    IR E VIR

    Quase 100% de quem chega a Saint-Barth costuma alugar um carro, diz o órgão responsável. É o jeito mais prático de se locomover por lá.

    Há taxistas também, inclusive de camisa verde-limão de linho e muito sabidos –e cobra-se preço fixo pelas corridas, a depender da distância (um curto percurso, de sete minutos, pode custar € 30).

    Ao que contam os nativos (segundo o último censo, de 2007, a ilha acolhe menos de 10 mil habitantes), ali come-se pouca carne vermelha e quase não se vê TV. Ao longo do ano, a ilha recebe festivais de toda sorte, música erudita, teatro, gastronomia. Cinema? Uma escola projeta um filme por semana na parede.

    Considerada uma das mais antigas ilhas vulcânicas das Pequenas Antilhas, tem solo seco, rochoso, não adequado para a agricultura –um empecilho que deve ser contornado diariamente pelos chefs que ali cozinham, em restaurantes que valorizam sobretudo a gastronomia francesa.

    Os insumos frescos chegam de barco e avião, em percursos de um dia a um mês, e isso encarece os alimentos. Até as ostras vêm de fora, pois o mar da região é muito quente para cultivá-las. Burratas amanteigadas e lácteas vêm da Itália, as carnes viajam de Miami. Mas na ilha há algo precioso: do mar, vêm peixes fresquíssimos. Também estão no mar outras boas atrações, como mergulhos e passeios de barco (leia em folha.com/no1734022).

    A jornalista viajou a convite do Escritório de Turismo de Saint-Barth

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