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    Mônica Bergamo

    Acordo para manter Renan pode reunir 5 votos no Supremo

    07/12/2016 06h25

    Pedro Ladeira/Folhapress
    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao chegar no plenário da Casa para assinar notificação de seu afastamento do cargo
    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao chegar no plenário da Casa

    O acordo costurado entre o Senado e o STF (Supremo Tribunal Federal) para contornar a grave crise política e manter Renan Calheiros na presidência da Casa pode já ter cinco votos na corte.

    Ele previa inicialmente que o ministro Dias Toffoli apresentasse voto dizendo que o senador não poderia assumir a Presidência na ausência de Michel Temer, por ser réu. Por outro lado, essa condição não o impediria de permanecer no cargo em que está.

    Celso de Mello, o decano do STF, pode dizer, logo no início da sessão desta quarta (7), que já decidiu nesse sentido na sessão em que se discutiu se um político que é réu poderia permanecer num cargo que está na linha sucessória da Presidência da República, como é o caso da presidência do Senado.

    Além dele, poderiam seguir Dias Toffoli os ministros Ricardo Lewandowski, Luiz Fux, Teori Zavaski e até a presidente do tribunal, Cármen Lúcia.

    Caso o acordo se concretize, estaria formada uma maioria dos presentes, já que apenas 9 dos 11 ministros participarão da sessão –Gilmar Mendes não estará na sessão e Luís Roberto Barroso já se declarou impedido de votar pois um dos advogados da causa já trabalhou com ele.

    De acordo com um ministro com quem a Folha conversou, há toda uma manhã pela frente de negociações e nada está assegurado.

    Mas esse é um dos caminhos traçados para tentar driblar a confusão criada com a liminar do ministro Marco Aurélio Mello, que determina o afastamento imediato de Renan.

    mônica bergamo

    Jornalista, assina coluna com informações sobre diversas áreas, entre elas, política, moda e coluna social. Está na Folha desde abril de 1999. Escreve diariamente.

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