• Cotidiano

    Monday, 21-Jun-2021 17:19:18 -03

    Cresce o número de casais sem filhos no país, mostra IBGE

    LUISA BELCHIOR
    Colaboração para a Folha Online, no Rio

    24/09/2008 10h13

    Casais que nunca tiveram filhos, que têm renda média de R$ 1.260 cada e vivem juntos e sem outras pessoas em casa formam um modelo de família que está entre os que mais crescem no Brasil, constatou a Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta quarta-feira.

    Chamados de "dincs", sigla para Double Income and No Children (duplo rendimento e sem filhos, na tradução adotada pelo IBGE), eles eram 1,9 milhão em 2007 no país, o dobro de uma década antes.

    É a primeira vez que o IBGE faz um levantamento sobre este grupo familiar que, segundo o instituto, cresce principalmente nas sociedades mais industrializadas, na carona da queda de taxas de fecundidade e da maior participação da mulher no mercado de trabalho.

    Os rendimentos dos "dincs" no Brasil são, em média, de 3,5 salários mínimos mensais per capita, renda considerada elevada pelo IBGE. Em 2007, o instituto identificou 1,9 milhão de casais "dinc", o equivalente a 3,4% dos domicílios. Em 1997, eles eram 997 mil, ou 2,4% do total de domicílios, segundo levantamento da Síntese de Indicadores Sociais.

    A maioria deles --963 mil-- estava no Sudeste do país, e quase a metade -44%, ou cerca de 800 mil-- tinham entre 25 e 34 anos, segundo a Síntese dos Indicadores Sociais, feita a partir de cruzamentos de dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios).

    Com a queda da taxa de fecundidade no Brasil, é cada vez menor o número de casais com filhos de uma forma geral, apontou a pesquisa. Em 2007, essa estrutura familiar representava 48,9% dos domicílios, contra um percentual de 56,6% dez anos antes. Já os domicílios com casais sem filhos passou de 12,9% em 1997 para 16% na década seguinte.

    Também cresceu o número de pessoas vivendo sozinhas, segundo a pesquisa. De 8,3% de todos os domicílios em 1997, eles passaram para 11,1% em 2007.

    Arte/Folha Online

    Fale com a Redação - leitor@grupofolha.com.br

    Problemas no aplicativo? - novasplataformas@grupofolha.com.br

    Publicidade

    Folha de S.Paulo 2021