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    Sete vítimas do massacre em escola são enterradas no Rio

    FERNANDO MAGALHÃES
    ITALO NOGUEIRA
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DO RIO

    08/04/2011 13h34

    Foram enterrados na manhã desta sexta-feira os corpos de sete das das 12 vítimas do massacre de ontem na escola municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio.

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    Os enterros reuniram centenas de pessoas em dois cemitérios e deixaram familiares e amigos emocionados --algumas pessoas chegaram a passar mal, mas nenhuma com gravidade.

    Rafael Pereira da Silva, 14, foi a quarta vítima sepultada no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap (zona oeste). Mais cedo foram realizados as cerimônias de Larissa dos Santos Atanázio, 13; Karine Lorraine Chagas de Oliveira, 14; e Luiza Paula da Silveira, 14.

    Sergio Moraes/Reuters
    Familiares e amigos de Rafael Pereira, vítima do massacre em escola do Rio, se emocionam durante velório
    Familiares e amigos de Rafael Pereira, vítima do massacre em escola do Rio, se emocionam durante velório

    Um grupo com mais de 30 mototaxistas levou ao cemitério faixas em homenagem às crianças. No mesmo cemitério, Igor Moraes, 13, será enterrado às 16h.

    No cemitério do Murundu, em Padre Miguel, ocorreram os enterros de Mariana Rocha de Souza, 12; Laryssa Silva Martins, 13, e Bianca Rocha Tavares, 13. Mais de 300 pessoas acompanham as homenagens às estudantes. Entre elas enfermeiros e psicólogos da Secretaria de Saúde, professores e policiais --um helicóptero da Polícia Civil jogou pétalas de rosas.

    Também será enterrada no Murundu a menina Milena Santos Nascimento, 14. A adolescente Géssica Guedes Pereira, 15, foi velada no local, mas será enterrada no cemitério Ricardo de Albuquerque, às 15h.

    Ainda hoje, deve ser enterrada também Samira Pires, 13, no cemitério de Santa Cruz. Ana Carolina Pacheco da Silva, 13, será enterrada no Memorial do Carmo, no cemitério do Caju (zona portuário do Rio), às 8h.

    Arte/Folha

    TIROS

    A tragédia ocorreu por volta das 8h30 de quinta-feira (7), após Wellington Menezes de Oliveira, 23, entrar na escola onde cursou o ensino fundamental e dizer que buscaria seu histórico escolar. Depois, disse que daria uma palestra e, já em uma sala de aula, começou a atirar nos alunos.

    Relatos de sobreviventes afirmam que ele mirava na direção nas meninas. Uma das alunas contou aos policiais que, ao ouvir apelos para não atirar, Oliveira mirava na direção delas, tendo como alvo a cabeça.

    Os policiais informaram ainda que, pelas análises preliminares, há indicações de que Oliveira treinou para executar o crime.

    Durante o tiroteio, um garoto, ferido, conseguiu escapar e avisar a Polícia Militar. O policial Márcio Alexandre Alves relatou que Oliveira chegou a apontar a arma para ele quando estava na escada que dá acesso ao terceiro andar do prédio, onde alunos estavam escondidos. O policial disse ter atirado no criminoso e pedido que ele largasse a arma. Em seguida, Oliveira se matou com um tiro na cabeça.

    A motivação do crime será investigada. De acordo com a polícia, o atirador usou dois revólveres e tinha muita munição. Além de colete a prova de balas, usava cinturão com armamento. Em carta (leia íntegra aqui), o criminoso fala em "perdão de Deus" e diz que quer ser enterrado ao lado de sua mãe.

    A escola atende estudantes com idades entre 9 a 14 anos --da 4ª a 9ª série, segundo a Secretaria Municipal da Educação. São 999 alunos, sendo 400 no período da manhã.

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