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    Metrô de SP decide fazer linha 5 com empresas suspeitas de acerto

    MARIO CESAR CARVALHO
    DE SÃO PAULO

    19/05/2011 13h54

    O governador Geraldo Alckmin (PSDB) decidiu retomar a obra da linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo apesar das suspeitas de que houve acerto entre as empreiteiras na divisão dos lotes.

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    A suspeita foi revelada pela Folha em outubro do ano passado. Um vídeo e um documento com firma reconhecida em cartório anunciavam seis meses antes da conclusão da licitação os vencedores dos lotes 3 a 8 da linha Lilás.

    O presidente do Metrô, Sergio Avelleda, disse à Folha que o vídeo e o documento não tinham força de prova judicial. Foi essa a conclusão de um processo interno feito pela companhia e de análise do Instituto de Criminalística.

    "Os indícios de conluio não se transformaram em provas", afirmou Avelleda.

    O trecho, orçado em cerca de R$ 4 bilhões, será a obra mais cara do Metrô de São Paulo.

    Esse trecho ligará a Chacara Klabin, na Vila Mariana, à Adolfo Pinheiro, em Santo Amaro, ambos na zona sul.

    Logo após a revelação da Folha, o então governador Alberto Goldman (PSDB) suspendeu a licitação por conta das suspeitas.

    Investigação feita pela corregedoria do próprio governo do Estado concluiu que havia indícios de conluio.

    O texto com a revelação das empresas vencedoras, do jornalista Ricardo Feltrin, ganhou o Prêmio Folha do ano passado na categoria reportagem.

    Os consórcios que farão a obras são os seguintes:

    • Camargo Corrêa-Andrade Gutierrez (trecho 3)
    • Mendes Junior (trecho 4)
    • Heleno Fonseca-Triunfo (trecho 5)
    • Carioca-Cetenco (trecho 6)
    • Odebrecht-OAS-Queiroz Galvão (trecho 7)
    • CR Almeida-Consbem (trecho 8)

    O prazo previsto para a obra é de 44 meses. Se começar no próximo mês e terminar no prazo estipulado, a linha Lilás ficará pronta em dezembro de 2014.

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