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    Sondas de velocidade falharam no voo 447, diz Air France

    DE SÃO PAULO

    27/05/2011 11h21

    A companhia aérea Air France disse nesta sexta-feira que o relatório parcial sobre o acidente com o voo 447, divulgado hoje pelo órgão francês responsável pela investigação, revelou que o problema inicial foi uma falha nas sondas de velocidade no avião da Airbus. A tragédia ocorreu em 2009, durante o trajeto Rio-Paris, e causou a morte dos 228 ocupantes.

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    Lucas Lacaz Ruiz-31.jul.09/Folhapress
    Modelo do medidor de velocidade conhecido como sonda Pitot
    Modelo do medidor de velocidade conhecido como sonda Pitot

    "Parece que a tripulação da cabine de comando estava monitorando as mudanças nas condições climáticas e então alterou a rota de voo, que o problema inicial foi a falha nas sondas de velocidade que conduziram a uma desconexão do piloto automático e a perda dos sistemas de proteção de pilotagem associados, e que o avião se paralisou a uma alta altitude", informou a Air France em nota, pouco depois de o relatório do BEA (Birô de Investigações e Análises) ser divulgado.

    Desde o acidente, a Airbus já publicou seis comunicados técnicos recomendando a substituição das sondas Pitot, do fabricante francês Thales, por sondas da americana Goodrich. A falha nas sondas também foi a principal conclusão do segundo relatório do BEA sobre o acidente, publicado em dezembro de 2009.

    A Air France, indiciada sob suspeita de homicídios culposos na investigação criminal do acidente, afirma que o comandante Marc Dubois interrompeu rapidamente seu período de descanso para retornar à cabine e que equipe de pilotos "demonstrou uma atitude totalmente profissional".

    VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DA AIR FRANCE:

    "Às vésperas do segundo aniversário da tragédia do voo AF447, a Air France e seus funcionários voltam seus pensamentos às famílias dos passageiros e da tripulação e desejam expressar sua total solidariedade.

    A tenacidade das autoridades, da Airbus e da Air France permitiu encontrar as caixas pretas e elementos do avião depois de dois anos de buscas. O BEA está assim em condições de revelar a sequência de eventos que levou ao acidente com o voo AF 447 Rio-Paris em 1º de junho 2009. Esta descrição dos fatos substitui as suposições feitas ao longo destes últimos dois anos.

    Constata-se que a tripulação responsável monitorou as condições meteorológicas e por isso efetuou um desvio de rota, que a pane das sondas de velocidade foi o evento inicial que levou à desconexão do piloto automático e à perda dos sistemas de proteção associados à pilotagem, e que o avião se desprendeu de uma alta altitude. Constata-se também que o comandante rapidamente interrompeu seu repouso para retornar ao cockpit. A tripulação, composta de três experientes pilotos, deu prova de profissionalismo, estava comprometida em cumprir sua tarefa até o final e a Air France os homenageia.

    Os dados coletados devem agora ser analisados. Apenas ao final deste trabalho complexo, que exige serenidade e rigor, o BEA poderá estabelecer o encadeamento das causas que conduziram à catástrofe.

    Desde já, se pode constatar que as autoridades, o construtor e a companhia aérea tomaram medidas a fim de evitar a repetição de tal acidente.

    A Air France espera que todos tenham a paciência de esperar o relatório intermediário que o BEA publicará em poucas semanas, sem dúvida acompanhado de recomendações adicionais. A segurança da indústria de transporte aéreo mundial sairá fortalecida."

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