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    Projeto prevê deck e passarela com mirantes e bares no rio Pinheiros, em SP

    EDUARDO GERAQUE
    DE SÃO PAULO

    14/12/2012 06h00

    Na beira do rio, decks para que as pessoas se sentem e contemplem a paisagem. No alto, na passarela, dois mirantes com bares, onde se chega apenas a pé ou pedalando uma bicicleta.

    O cenário não é totalmente bucólico porque ele está em São Paulo, no rio Pinheiros, que exala com frequência um cheiro ruim. Tem ainda a marginal, com seu trânsito carregado e sua poluição.

    Mas se o projeto do arquiteto Bruno Padovano, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, for feito na íntegra, em 2014 haverá muito mais que uma passarela para pedestres e ciclistas entre a Cidade Universitária e o parque Villa-Lobos (zona oeste).

    "Vou fazer barzinhos nos mirantes na passarela. Embaixo, nas margens do rio, haverá decks para quem quiser descansar. Da passarela sairão rampas para essas áreas na beira do rio", diz.

    A construção deverá ter por volta de 500 metros de extensão. Serão duas pistas para bikes, em sentidos opostos, e duas calçadas. O projeto também prevê bancos nas duas laterais da passarela.

    "Teremos uma capacidade para umas mil bicicletas, nos dois sentidos, por hora."

    A estrutura será coberta. Nas laterais ainda se estuda a melhor forma de fechar os vãos, para evitar que ninguém atire coisas, segundo os responsáveis pela obra.

    A passarela é extensa porque ela vai atravessar as pistas da marginal (nos dois sentidos), o rio e a raia olímpica.

    Editoria de Arte/Folhapress

    MARGINAIS

    De acordo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que lançou ontem o projeto em evento na USP, o custo está estimado em R$ 80 milhões.

    A construção faz parte da primeira etapa do projeto de requalificação das marginais Pinheiros e Tietê, afirmou.

    "A segunda meta é requalificar uma área no Cebolão, usada hoje como bota-fora do material dragado dos rios", disse o governador. "Poderá ser um parque ou poderá ser um projeto para uma PPP [parceria público privada], com a integração com o comércio."

    Sobre a poluição e o cheiro do rio Pinheiros, o governador diz que o Estado está trabalhando para solucionar o problema. Uma das metas é coletar e tratar todo o esgoto na Grande São Paulo até 2020.

    Para João Grandino Rodas, reitor da USP, a nova ligação não tem apenas uma função de lazer. "Será uma nova entrada para USP. Pela proximidade com o trem [linha 9-esmeralda, da CPTM], vai facilitar o deslocamento de funcionários, alunos e professores."

    Faz parte ainda do projeto apresentado a mudança do muro entre a marginal e a raia olímpica. Mas pode ser que ele nem caia totalmente.

    Existem várias soluções em estudo. Uma delas prevê a abertura de janelas, fechadas com vidro, no meio do muro.

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