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    Licitação do trecho norte do Rodoanel sai por R$ 3,9 bilhões

    ANDRÉ MONTEIRO
    DE SÃO PAULO

    15/01/2013 03h00

    A licitação do trecho norte do Rodoanel resultou em uma economia de R$ 1,2 bilhão ao governo do Estado de São Paulo.

    O resultado do certame será publicado nesta terça-feira no "Diário Oficial". As empresas vencedoras fizeram ofertas que somam R$ 3,9 bilhões, valor 23% menor do que a referência prevista no edital.

    A via ligará o trecho oeste à via Dutra, com acesso ao aeroporto de Cumbica. O traçado, que margeia a serra da Cantareira, terá de três a quatro faixas por sentido, sete túneis e 111 pontes e viadutos.

    A obra foi dividia em seis lotes, que ficaram com as empresas Mendes Junior/Isolux Corsán (trecho 1), OAS (2 e 3), Acciona (4 e 6) e Construcap/Copasa (5) --Isolux, Acciona e Copasa são espanholas.

    Lote Vencedor Proposta
    1 Consórcio Mendes Junior/Isolux Corsán R$ 647.611.591,06
    2 Construtora OAS Ltda. R$ 604.170.644,64
    3 Construtora OAS Ltda. R$ 601.140.442,61
    4 Acciona Infraestructuras S/A R$ 788.021.820,59
    5 Consórcio Construcap/Copasa R$ 646.340.371,22
    6 Acciona Infraestructuras S/A R$ 619.219.894,43
    TOTAL R$ 3.906.504.746,55

    Ao todo, a licitação internacional recebeu 60 propostas de empresas do Brasil, Coreia do Sul, Itália, Portugal, Espanha, França, Argentina e México.

    De acordo com Laurence Casagrande Lourenço, diretor-presidente da Dersa (estatal que gerencia o projeto), foi a primeira licitação rodoviária em que foi permitido que as empresas apresentassem propostas para um lote sozinho e também para lotes combinados.

    "Isso permitiu que os preços oferecidos nas ofertas combinadas tivessem mais desconto, pois a empresa ganha em escala", disse.

    O trecho norte todo é orçado em R$ 6,5 bilhões, dos quais R$ 2,1 bilhões serão financiados pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), R$ 1,7 bilhão pelo governo federal e o restante pelo tesouro do Estado.

    A previsão do governo é que o contrato seja assinado até o fim do mês, e que a obra seja entregue no começo de 2016.

    Editoria de Arte/Folhapress

    VITRINE

    A ideia inicial do governo era acelerar a obra para entregá-la em 2014, ano em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deve tentar a reeleição. O Rodoanel é uma das principais vitrines da gestão tucana.

    Para Lourenço, não houve atraso. A licitação, lançada em setembro de 2011, ficou parada por cinco meses, até que a Justiça analisasse seis ações e cinco representações de tribunais de contas. "A licitação acabou mantida do mesmo jeito que estava, o que mostra que foi feita corretamente", diz.

    Como financia o projeto, o BID também analisou a licitação e chegou a pedir esclarecimentos sobre os procedimentos adotados, mas emitiu sua autorização no dia 8 de novembro do ano passado.

    AMBIENTE

    A obra sofreu críticas de grupos de ambientalistas, que pediam que o traçado da rodovia fosse afastado da serra da Cantareira e passasse mais ao norte.

    O governo diz ter feito mais de 200 reuniões para definir o traçado e que já obteve todas as licenças ambientais prévias. Com o fim da licitação, serão pedidas as definitivas.

    A rodovia vai desapropriar cerca de 2.500 imóveis em uma faixa de 130 metros, em média, ao longo de 47,4 km.

    A área é equivalente a 1.400 campos de futebol como o do Pacaembu.

    A expectativa é que o trecho receba 65 mil veículos por dia, sendo 17 mil caminhões retirados da marginal Tietê.

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