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    Justiça decreta prisão preventiva de 5 PMs por participação em chacina

    DE SÃO PAULO

    25/03/2013 14h24

    A Justiça decretou a prisão preventiva de cinco policiais militares acusados de participar de uma chacina, ocorrida em 4 janeiro deste ano, no bairro do Campo Limpo (zona sul de São Paulo). Na ocorrência, sete pessoas morreram e duas foram baleadas.

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    Para a polícia, o alvo dos assassinos era o rapper Laércio Grimas, 33, o DJ Lah, do grupo Conexão do Morro. Conforme as apurações da polícia, o músico era o foco porque teria dito no bairro, em tom de brincadeira, que foi ele quem filmou um assassinato cometido por cinco PMs em novembro.

    Naquela ocasião, esses policiais foram filmados atirando em um suspeito que estava desarmado e rendido. As imagens foram divulgadas pela TV Globo. Amigos e familiares de Lah, no entanto, dizem que não foi ele quem filmou a ação e que ele nunca disse que teria gravado o crime cometido pelos policiais.

    O pedido de prisão dos policiais foi feito pelo DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa) e aceito pela Justiça na última sexta-feira (22). Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública, os policiais estavam presos temporariamente desde o dia 24 de janeiro.

    Segundo a secretaria, as investigações que apontaram a participação dos policiais foram feitas em conjunto pelo DHPP com a Corregedoria da PM e da Polícia Técnico-Científica. Na noite do crime, criminosos em três veículos disparam diversas vezes contra as vítimas, que estavam em um bar.

    Um vídeo divulgado poucos dias após o crime mostrava um carro da Polícia Militar próximo ao local do crime.

    Todos os suspeitos estavam lotados no 37° batalhão da PM. Agora, estão detidos no Presídio Militar Romão Gomes.

    O sargento Adriano Marcelo do Amaral, 40, o soldado Carlos Roberto Alvarez, 38, a cabo Patrícia Silva Santos, 36, o soldado Gilberto Eric Rodrigues, 25, e o soldado Fábio Ruiz Ferreira, 29, vão responder por homicídio qualificado e tentativa de homicídio.

    Segundo a secretaria, os policiais Luis Paulo Ushoas Ungur e Sandro Andrey Alves respondem em liberdade pelo crime de fraude processual, devido à alteração da cena do crime.

    A Justiça determinou ainda que outros três policiais militares, que estavam presos temporariamente, fossem colocados em liberdade. A identidade deles não foi divulgada.

    A Folha não conseguiu contato com os advogados dos policiais militares suspeitos de participação na chacina.

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