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    PMs da Rota suspeitos de matar homem rendido são absolvidos

    MARINA GAMA CUBAS
    ROGÉRIO PAGNAN
    DE SÃO PAULO

    16/05/2014 02h00

    A Justiça absolveu, pela segunda vez, três policias da Rota (tropa de elite da PM paulista) acusados de torturar e matar um suspeito já rendido, em maio de 2012. A decisão ocorreu na quarta (14).

    A decisão dos jurados foi influenciada, em parte, pelo testemunho do empresário e apresentador Roberto Justus, que prestou depoimento em favor de um dos policiais, que faz segurança à família dele há mais de 15 anos.

    Segundo o advogado Celso Vendramini, Justus foi convocado por conhecer o sargento Carlos Aurélio Thomaz Nogueira. "Sobre o crime ele não sabe, não falou nada."

    Os outros PMs absolvidos são o cabo Levi Cosme de Silva Júnior e o soldado Marcos Aparecido da Silva.

    O primeiro julgamento dos PMs foi anulado após o tribunal entender que a decisão contradizia provas dos autos.

    Uma delas era o testemunho de uma mulher que viu o momento em que o suspeito Anderson Minhano, 31, foi retirado do carro policial e baleado pelo grupo de PMs.

    A mulher, que não teve o nome divulgado, não foi encontrada para depor de novo.

    Minhano estava em um lava-rápido na zona leste quando os policiais chegaram.

    Houve um tiroteio e seis foram baleados. No caminho para o hospital, um carro da Rota parou na rodovia Ayrton Senna, onde a vítima foi baleada e morreu.

    Minhano era suspeito de ter comandado a tortura e morte de um PM.

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