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    Crise da água

    Brasil perdeu R$ 8 bi por desperdício de água em 2013, diz estudo

    DE SÃO PAULO

    25/03/2015 23h20

    Por causa de perdas no sistema de abastecimento de água, o Brasil perdeu R$ 8,015 bilhões em 2013. É o que diz um levantamento feito pelo instituto Trata Brasil. O número corresponde a 80% dos investimentos em água e esgoto feitos no país naquele ano.

    Em termos de volume de água perdido, o país desperdiçou mais de 6,5 bilhões de m³.

    Para se ter uma noção, o volume total da água não faturada (6,52 bilhões) é equivalente a 6,5 vezes a capacidade total do sistema Cantareira (excluindo-se os volumes mortos), ou de 17,8 milhões de caixas d'água de mil litros perdidas por dia.

    Percentualmente, as perdas na distribuição de água estão em 36,95% do total produzido.

    Financeiramente, [água tratada não contabilizada pelas empresas de saneamento], é de 39,1%.

    As perdas são divididas em dois tipos: as reais, que são provenientes de vazamentos nas tubulações das redes de distribuição e as aparentes, que são as relativas à falta de hidrômetros, a erros de medição, às ligações clandestinas e ao roubo de água.

    Nos últimos dez anos, o estudo aponta que o indicador de perda de faturamento pouco evoluiu: passou de 42,2% em 2004 para 39,1% em 2013 (queda de menos de um ponto percentual ao ano).

    Do mesmo modo, no período avaliado o índice de perdas na distribuição teve uma redução de 8,7%, passando de 45,6% em 2004 a 36,9% em 2013 (menos de 1 ponto percentual ao ano).

    REGIÕES

    Na distribuição da água, a região que tem os piores índices é a norte, com 50,78%, a com o melhor é a sudeste, com 33,35%.

    A região centro-oeste desperdiça menos de um ponto percentual a mais que a sudeste: 33,40%; a sul, 35,06% e a nordeste, 45,03%.

    A região norte é a que tem a porcentagem mais alta de perdas financeiras, com 60,6% ; por outro lado, a que tem a menor taxa é a sul, com 34,7%.

    A sudeste perde 36,09%, a nordeste, 45,03% e a centro-oeste, 35,22% da água.

    CENÁRIOS

    O estudo projetou três cenários para a redução da perda da água desperdiçada e não cobrada nos 20 anos seguintes ao levantamento (que é de 2013).

    Um, considerado otimista, conta com perdas de 15% em 2033; outro, chamado de "de base", prevê o desperdício de 20% no mesmo ano; um terceiro, conservador, o país perderá 25% da água na data. Segundo uma projeção feita pelo instituto, se a taxa chegasse a 15%, os ganhos totais acumulados em relação ao primeiro dos cinco anos seriam de aproximadamente R$ 3,85 bi.

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