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    Protesto contra morte de ambulante pede mais segurança no Metrô de SP

    RODRIGO RUSSO
    DE SÃO PAULO

    27/12/2016 15h43

    Cerca de cem pessoas compareceram a um protesto na estação Pedro 2º, da na linha 3-vermelha do Metrô paulista, no início da tarde desta terça (27).

    Convocada pelas redes sociais pelo jovem Bruno Diego Alves, 25, a manifestação pediu mais segurança aos usuários do sistema metroviário de São Paulo e o fim da homofobia.

    "Espero que fique de exemplo, para que a morte do Luiz Carlos Ruas não se repita. Pagamos imposto caro, tarifa alta, e não temos segurança ao usar o metrô. Dinheiro tem, o que falta é vontade", criticou.

    Arquivo pessoal
    Um homem de 54 anos foi espancado até a morte na noite deste domingo (25) dentro da estação dom Pedro II, da linha 3-vermelha do Metrô paulista, na região central de São Paulo. A polícia afirmou que o ambulante Luiz Carlos Ruas foi agredido por dois homens na área livre do mezanino, próximo à bilheteria da estação. O crime teria acontecido por volta das 20h50. A polícia apura um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime.
    O ambulante Luiz Carlos Ruas, espancado até a morte na estação de metrô Pedro 2º

    Ruas, um ambulante de 54 anos, foi espancado até a morte na noite deste domingo (25) dentro da estação Pedro 2º. O ambulante foi agredido por dois homens na área livre do mezanino, próximo à bilheteria da estação.

    A polícia apura um possível envolvimento de um grupo de intolerância na autoria do crime. De acordo com testemunhas, a dupla teria ido urinar nas plantas do lado de fora da estação quando duas travestis reclamaram.

    O protesto, que começou ao lado da estação e logo migrou para as bilheterias, durou cerca de 50 minutos. Nenhum agente de segurança do Metrô estava presente na estação.

    Presente no ato, o padre Júlio Lancellotti pediu que o nome da estação seja alterado para Luiz Carlos Ruas. "Ninguém pode ser assassinado dessa forma. É inaceitável. Defender a vida é um dever ético de todos nós, de todas as religiões", afirmou.

    Lancellotti disse ainda que a segurança no sistema metroviário não pode ser seletiva: "Se é para reprimir jovens estudantes, há seguranças disponíveis. Quando é com os pobres, aí diz-se que não houve nada dentro da estação. Há motivação de classe e de gênero nesse crime."

    Um novo ato contra a morte de Ruas está marcado para sexta-feira (30), às 15h, também na estação Pedro 2º, na região central de São Paulo.

    IDENTIFICADOS

    Ruas tentou defender uma delas e, segundo a polícia, houve desentendimento e o ambulante correu para se proteger dentro da estação, onde foi agredido com vários golpes. A Polícia Civil identificou na tarde desta segunda (26) os dois suspeitos do espancamento de Rua.

    Segundo a investigação, Alípio dos Santos e Ricardo do Nascimento são primos e praticavam luta na academia que frequentavam. A família identificou ambos nas imagens captadas pelas câmeras de segurança do Metrô.

    Os dois são considerados foragidos até o momento e responderão por homicídio qualificado e pela agressão a outras duas vítimas. O caso é investigado pelo 1º DP (Sé).

    Reprodução
    Alipio Rogerio Belo dos Santos e Ricardo Martins do Nascimanto, suspeitos de espancar o ambulante Luiz Carlos Ruas até a morte dentro da estação dom Pedro II, da linha 3-vermelha do Metrô paulista, na região central de São Paulo
    Alipio dos Santos e Ricardo do Nascimento, suspeitos de espancar o ambulante até a morte

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