Um grupo de cerca de 40 índios e estudantes voltou a ocupar, nesta segunda-feira, o prédio do antigo Museu do Índio, no complexo esportivo do Maracanã, zona norte do Rio de Janeiro.
Os índios negociam uma reunião com a secretária de Cultura do Estado, Adriana Rattes. O grupo está instalado no terraço do prédio, que está cercado pela Polícia Militar.
| Fabio Teixeira/Uol | ||
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| Índios e estudantes se reúnem em volta de fogueira |
Na semana passada, o governo do Estado do Rio anunciou que o Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros, que ficam dentro do complexo do Maracanã, não seriam mais demolidos.
Na mesma ocasião, o governador do Rio, Sérgio Cabral, disse que pediu à Adriana Rattes que fizesse um estudo para que no prédio do antigo Museu do Índio fossem realizadas atividades indígenas, dando a entender que aquele espaço também não seria posto abaixo.
O perfil do Governo do Estado no Twitter anunciou nesta segunda-feira que a Escola Municipal Friedenreich, também pertencente ao complexo, não será mais demolida.
As demolições dos prédios faziam parte do projeto do novo Maracanã. Os locais onde ficam a escola, os estádios de atletismo e natação e também o prédio do Antigo Museu do Índio dariam lugar a estacionamento, lojas e um heliponto da arena.
Em março deste ano, os indígenas que ocupavam o prédio desde 2006 foram retirados com forte aparato policial, gás lacrimogêneo e balas de borracha. O local ficou conhecido como "Aldeia Maracanã".
