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    São Paulo pega empréstimo com bancos para pagar 13º de funcionários

    GUILHERME SETO
    DE SÃO PAULO

    24/12/2016 02h00

    Atravessando período de dificuldades financeiras, o São Paulo pegou empréstimo total de R$ 10 milhões junto a instituições bancárias para pagar o 13o salário a seus funcionários, entre outras pendências. O valor destinado ao pagamento dos funcionários foi de R$ 2,5 milhões, e a cota de televisão do Campeonato Paulista de 2017 (R$ 17 milhões) foi utilizada como garantia de pagamento do empréstimo.

    À Folha, o São Paulo confirmou a contração do empréstimo, ressaltou que precisava dos valores para honrar seus compromissos no final deste ano e afirmou que, caso o conselho deliberativo tivesse aprovado a proposta de adiantamento do novo contrato com a Globo no começo do mês, o clube arcaria com juros menores do que agora e teria situação menos onerosa. Com os bancos, a taxa de juros deve ficar na faixa de 4%.

    A atual gestão do clube, comandada por Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, projeta encerrar a atual temporada com superávit de R$ 1 milhão, tendo enxugado a dívida total em R$ 25 milhões.

    No entanto, em reunião com conselheiros nesta terça-feira (20), projetou déficit de ao menos R$ 7,5 milhões no orçamento de 2017, número que, apesar de negativo, pareceu excessivamente otimista para alguns dos presentes.

    Isso porque o orçamento conta com a arrecadação de R$ 60 milhões com a venda de atletas, valor considerado alto. Segundo dados apresentados aos conselheiros, a receita de 2017 deve girar em torno de R$ 338 milhões e as despesas devem ficar na casa dos R$ 346 milhões.

    Além disso, a cifra de R$ 17,5 milhões destinada ao departamento de futebol profissional é considerada muito baixa para alguns conselheiros.

    REFORÇO NO COFRE

    A reunião com os conselheiros teve como consequência imediata a aprovação de um suplemento de R$ 59 milhões para cobrir prejuízos. A contratação do zagueiro Maicon, do Porto, por 6 milhões de euros, foi considerada a principal causa desse buraco no orçamento.

    OSCAR

    A venda do meia Oscar, 25, do Chelsea para o Shanghai SIPG, anunciada nesta sexta-feira (23) aconteceu em boa hora para o São Paulo. Em busca de fontes de receita para melhorar suas contas, o clube espera receber cerca de R$ 5 milhões por ter sido clube de juventude do jogador. Negociado por 52 milhões de libras (cerca de R$ 213 milhões), Oscar teve passagem pelas categorias de base do São Paulo que, segundo os critérios do chamado "mecanismo de solidariedade" da Fifa, deve receber 2,36% do valor total da transação. O mecanismo divide 5% das cifras da negociação entre os clubes formadores do atleta, ou seja, aqueles que o receberam entre os 12 e os 23 anos de idade.

    Oscar passou pela base do São Paulo entre 2004 e 2009. Ele também teve passagem pelo Internacional. No entanto, como foi mais curta, entre 2010 e 2012, o clube ficará com 0,82% do valor total, ou seja, cerca de R$ 2 milhões.

    Em 2012, São Paulo e Internacional travaram longa batalha jurídica pelos direitos de Oscar, que só teve fim depois que o clube gaúcho pagou R$ 15 milhões aos paulistas.

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