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    futebol americano

    Excêntrico, técnico dos Patriots chama atenção com títulos e jeito sisudo

    SANDRO MACEDO
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    05/02/2017 02h00

    Charlie Riedel/Associated Press
    Bill Belichick, técnico do New England Patriots, durante treino antes da final do Super Bowl
    Bill Belichick, técnico do New England Patriots, durante treino antes da final do Super Bowl

    Tom Brady ou Matt Ryan? A resposta para quem será o responsável pela conquista do Super Bowl neste domingo (5), em Houston, passa por outro nome: Bill Belichick.

    Técnico do New England Patriots, Belichick é uma espécie de Muricy Ramalho do futebol americano. Como o ex-técnico tricampeão brasileiro pelo São Paulo, o "professor" da NFL é sempre sério e intenso à beira do gramado, odeia dar entrevistas e, quando é obrigado a falar com a imprensa, demonstra a paciência de um touro no rodeio. Seu estilo é completado por uma moda pouco usual: ele gosta de cortar as mangas dos blusões.

    Brady e Ryan estão entre os quarterbacks mais eficientes da temporada e lideraram seus ataques em várias partidas do ano. Até por isso, muitos acreditam que o campeão do Super Bowl será definido pela estratégia de defesa, e não pelo braço potente de seus lançadores. E é aí que Belichick se destaca.

    Antes de assumir o cargo de treinador principal dos Patriots em 2000 e conquistar quatro títulos da liga, Belichick já tinha uma vasta experiência como coordenador defensivo do New York Giants, com o qual ganhou seus primeiros dois anéis de campeão, em 1986 e 1990.

    Finalistas do Super Bowl, Atlanta e New England demonstraram sua força no ataque. Os Falcons foram a equipe com melhor média de pontos da temporada (33,8 por jogo), enquanto os Patroits ficaram em terceiro, com 27,6 pontos por partida. Matt Ryan lançou para 38 touchdowns em 16 duelos contra 28 de Tom Brady (que disputou quatro partidas a menos).

    A diferença é o equilíbrio dos Patriots entre os setores. Sua defesa também aparece entre as melhores e cedeu apenas 15,6 pontos por jogo, a melhor da temporada. Nesse quesito os Falcons aparecem bem distante, permitindo aos rivais 25,4 pontos por partida, apenas a 27ª entre as 32 equipes da NFL.

    No começo da temporada, muitos acreditavam em um fiasco dos Patriots, que ficariam quatro jogos (25% do total) sem Tom Brady, cumprindo suspensão pelo caso das bolas murchas nos playoffs de 2015. Não foi o que aconteceu. No período foram três vitórias e apenas uma derrota. Detalhe: no terceiro e quarto jogos, o reserva Jimmy Garoppolo se machucou e o time foi obrigado a usar o terceiro quarterback, Jacoby Brissett. Ponto para Belichick.

    Dizem que só uma coisa é capaz de arrancar sorrisos de Belichick durante os treinamentos: uma visita de Jon Bon Jovi, seu amigo pessoal desde os anos 1980. Fã da banda, o técnico já foi até homenageado com uma música do popstar, "Bounce", de 2002. Se perder a final de domingo, provavelmente nem Bon Jovi, Lady Gaga ou qualquer outro astro pop vai arrancar um sorriso tão cedo de Belichick.

    Chamada - Super Bowl

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