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    Brasil vira freguês das turnês do Television

    MÁRCIO PADRÃO
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

    19/04/2013 03h44

    Apesar da baixa média de shows pelo mundo nos últimos anos, o Television, respeitada banda de Nova York que ajudou a formar a cena punk norte-americana nos anos 1970, chega ao Brasil pela terceira vez em oito anos, para o festival Abril Pro Rock.

    Abril Pro Rock chega à 21ª edição tentando atrair público jovem

    Em entrevista por e-mail, o guitarrista e cofundador Tom Verlaine se mostrou lacônico ao tentar explicar sua preferência pelo país, dizendo apenas que aprecia "um público agradável e o bom clima".

    Em 2011, quando veio ao Brasil pela segunda vez, a banda formada por Verlaine, Billy Ficca (bateria), Fred Smith (baixo) e Jimmy Rip (guitarra) falou da possibilidade de lançar o quarto disco e disse ter várias músicas prontas. Mas Verlaine também falou pouco sobre as chances de lançamento do álbum.

    Divulgação
    Integrantes da banda Television
    Integrantes da banda Television

    "Trabalhamos no disco quando estamos todos na mesma cidade. Ou seja, está levando bastante tempo para ficar pronto", diz Verlaine, que conduz ainda carreira solo e projetos paralelos, como o grupo The Million Dollar Bashers, com Lee Ranaldo e Steve Shelley (Sonic Youth) e Nels Cline (Wilco).

    Com as canções minimalistas de seu álbum de estreia, "Marquee Moon" (1977), o Television foi rapidamente alçado à condição de banda cult e precursora do pós-punk da primeira metade dos anos 80 --cenário musical que veio a influenciar, duas décadas depois, bandas como o Franz Ferdinand e o Strokes.

    No entanto, Verlaine parece não se deslumbrar. "Eu não sei o que somos considerados. Somos algo diferente para qualquer um que escreve sobre isso, eu acho."

    Para falar do atual estado do rock e de um suposto esgotamento criativo, o guitarrista menciona o livro "Retromania", do jornalista britânico Simon Reynolds, que aborda a obsessão da cultura pop por seu próprio passado.

    "O livro é bem interessante. O mundo pop hoje é tão fabricado. Todos os mesmos sons saindo da mesma 'fábrica'. Há poucas ideias instrumentais. É como se os cantores não pudessem se calar! Estou pensando em Taylor Swift", ironiza o músico.

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