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    Crítica: 'Django Livre' tem boas cenas, mas os papéis não convencem

    INÁCIO ARAUJO
    CRÍTICO DA FOLHA

    11/09/2014 02h10

    Dada a nossa carência de filmes populares e talento, aceitamos com complacência os excessos de Quentin Tarantino. Pois talento não lhe falta, nem conhecimento da linguagem popular.

    Quanto à verdade, isso é discutível. Sabemos que o cinema é lugar de fantasia e o mundo desconfia da ficção, assimilando-a à mentira. Mas há um ponto de equilíbrio entre as duas coisas.

    Se "Jackie Brown" é o melhor filme de Tarantino, é porque não trapaceia com a ficção nem com a verdade. Se "Bastardos Inglórios" se aguenta, é por algumas boas cenas, não por adulterar fatos históricos.

    "Django Livre" ("Django Unchained", MaxPrime, 17h40) é ficcional, mas nem Django nem seu mestre nem o senhor de escravos nos convencem de sua existência a ponto de se tornarem interessantes. Mas, como sempre, há boas cenas.

    Divulgação
    Leonardo DiCaprio e Jamie Foxx, em cena do filme 'Django Livre', de Quentin Tarantino
    Leonardo DiCaprio e Jamie Foxx, em cena do filme 'Django Livre', de Quentin Tarantino

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